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Juiz da Lava Jato decide manter marqueteiro do PT e a mulher na cadeia por mais cinco dias

Sérgio Moro também prorrogou a prisão de secretária do presidente da Odebrecht

Brasil|Do R7

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Sérgio Moro afirma que prisão temporária também prevenirá a prática de fraudes para justificar as transações já identificadas
Sérgio Moro afirma que prisão temporária também prevenirá a prática de fraudes para justificar as transações já identificadas

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, acatou o pedido da PF (Polícia Federal) e decidiu manter o marqueteiro do PT João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, na cadeia pelo período de pelo menos mais cinco dias.

Na decisão, Moro também prorroga a prisão temporária de Maria Lúcia Guimarães, conhecida como a secretária do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que também está preso pelo envolvimento no esquema de corrupção.


Moro afirma que a decisão leva em conta as provas de que Santana e a mulher seriam os controladores da conta em nome da off-shore Shellbill Finance S/A, constituída no Panamá, e mantida no Banco Heritage na Suíça.

— Não se tem ainda a documentação completa da conta, mas obteve-se, por quebra de sigilo bancário, as transações realizadas através do banco correspondente, o Citibank em Nova York.


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Para o juiz, a prisão temporária também prevenirá a prática de fraudes para justificar as transações já identificadas. Moro também diz acreditar que o marqueteiro e a mulher não estão envolvidos apenas com o crime de evasão fraudulenta de divisas, conforme anunciado pela defesa do casal em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira.


— Há indícios de que os investigados podem estar incursos em práticas delituosas bem mais graves, como lavagem de dinheiro e corrupção.

No pedido da PF pela prorrogação, foram anexadas as trocas de mensagens de pessoas ligadas à Odebrecht em que dinheiro é tratado como "acarajé" e anotações manuscritas de "Feira — Mônica Moura" seguida de telefones usados pelos alvos.


Outro lado

Em nota, a defesa do marqueteiro e da mulher avalia que Moro deveria ter optado pela liberdade do casal.

— Se o próprio Juiz concorda, em sua decisão, que é prematura qualquer conclusão sobre os fatos, deveria ter prevalecido a liberdade, como corolário do milenar princípio do “In dubio pro reo”, ou seja, “na dúvida, a favor do réu”.

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