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Juiz Sérgio Moro manda soltar sócios da Arxo presos na Lava Jato

Para magistrado, não há mais necessidade da prisão temporária; depoimentos já foram colhidos

Brasil|Da Agência Brasil

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João Gualberto Pereira Neto, sócio-proprietário da ARXO, na companhia de seu advogado, se apresenta na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na sexta-feira (6); ele será solto hoje
João Gualberto Pereira Neto, sócio-proprietário da ARXO, na companhia de seu advogado, se apresenta na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na sexta-feira (6); ele será solto hoje

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo decorrente das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mandou soltar nesta segunda-feira (9) os três sócios da empresa Arxo Industrial presos na 9ª fase da operação deflagrada na semana passada.

Com a decisão, devem ser soltos ainda hoje Gilson João Pereira e João Gualberto Pereira, sócios da Arxo, e Sergio Ambrosio Marçaneiro, diretor financeiro. Eles estão presos na Superintendência da Policia Federal em Curitiba.


Ao deferir a soltura, Moro entendeu que que não há mais a necessidade da prisão temporária, após o cumprimento das buscas e apreensões que resultaram em R$ 3,1 mihões e 500 relógios de de luxo.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os acusados pagavam propina para obter contratos com a BR Distribuidora. Os pagamentos ocorreriam em contratos com a BR Aviation, empresa da Petrobras especializada no abastecimento de aeronaves. A Arxo vende tanques de combustíveis e caminhões-tanque.


No dia 16 de janeiro, Cíntia Provesi Francisco procurou o MPF voluntariamente para denunciar os executivos. Aos investigadores, ela relatou que a empresa pagava propina de 5% a 10% nos contratos com a BR Aviation.

Segundo a defesa, os sócios disseram aos delegados, em depoimento prestado hoje, que a empresa nunca pagou propina ou sonegou impostos.


Os acusados também negaram envolvimento com o empresário Mário Goes, apontado como intermediador de propina entre a Arxo e a Petrobras.

"Não sabíamos da existência de Goes. Isso parte da denúncia de uma ex-funcionária [Cíntia Provesi Francisco]. Nunca conhecemos essa pessoa e não sabemos de quem se trata", disse o advogado Chales Zimmermann.

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