Jungmann diz que Segurança vai agir contra crime organizado
Ministro Raul Jungmann tomou posse no Ministério da Segurança na manhã desta terça. Ele disse que pasta buscará coordenar as ações dos Estados
Brasil|Do R7

Recém-empossado como ministro extraordinário da Segurança, Raul Jungmann afirmou em seu discurso no Palácio do Planalto que a nova pasta buscará coordenar as ações dos Estados e buscar "combater o crime organizado dentro da lei".
— A União precisa ampliar as suas responsabilidades em coordenar e promover as ações entre os entes federativos.
Com o ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes no palco, Jungmann citou uma frase do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal e disse que o País "prende muito, mas prende mal".
— Nosso sistema carcerário cresceu 171% e o déficit de vagas hoje se encaminha para 400 mil vagas. Essa é a mais pesada atribuição que já tive.
Em um tom "esperançoso", Jungmann contou a história de uma mãe que o abraçou e agradeceu pela intervenção na segurança do Rio de Janeiro.
— Quando a abracei, senti que era como se eu abraçasse grande parte do Brasil.
O ministro disse ainda que apenas 8% dos homicídios chegam a fase da denúncia e "o resto não é julgado" e que "foi dentro do sistema prisional brasileiro que surgiram as grandes quadrilhas que nos aterrorizam".
— As prisões são o 'home office' do crime organizado.
Jungmann disse ainda que dos R$ 81 bilhões gastos com segurança pública, o esforço maior ficou com os Estados e que esse sistema atual "exige e nos cobra um aperfeiçoamento". O ministro afirmou também que "infelizmente" o País teve "uma banalização da Garantia da Lei e da Ordem" e que problema da segurança "se resolve na segurança e não na defesa".
Despedida
Em seu discurso, Jungmann afirmou que se despedia do Parlamento "em nome desta causa" e anunciou que pedirá ao PPS a suspensão de todas as suas atribuições partidárias.
— Minha trajetória tem algumas singularidades. E ao aceitar esse cargo abro mão de uma das coisas mais caras da minha vida, a minha carreira política.
Jungmann afirma que ganhará se "dedicando de corpo e alma a essa atribuição que me fez o presidente da República".
— Encerro minha carreira política para me dedicar integralmente a essa tarefa.
O presidente Michel Temer chegou à cerimônia acompanhado de Alexandre Moraes e outros dois ministros do STF: Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Além disso, Temer e os ministros do STF dividiram o palanque com o presidente do Senado, Eunício Oliveira; com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Torquato Jardim (Justiça).
Na plateia da cerimônia estavam os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), Helder Barbalho (Integração Nacional) e Blairo Maggi (Agricultura).















