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Justiça aceita denúncia contra ex-diretor da Petrobras e mais nove

Entre os denunciados por lavagem de dinheiro também está o doleiro Alberto Youssef

Brasil|Do R7, com Agência Brasil

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Paulo Roberto Costa foi detido pela polícia e está preso desde maio
Paulo Roberto Costa foi detido pela polícia e está preso desde maio

A Justiça Federal do Paraná informou nesta sexta-feira (25) que aceitou denúncia de lavagem de dinheiro contra o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, além de outros nove investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. No total, 18 pessoas foram denunciadas pelo MPF (Ministério Público Federal) como resultado das investigações.

A denúncia se refere a suposta lavagem de dinheiro desviado na construção da Refinaria Abreu e Lima. Entre os denunciados está o doleiro Alberto Youssef, também preso pela PF e pivô de uma série de escândalos, entre eles o que levou o deputado André Vargas (PT-PR) a se licenciar do cargo por alguns dias e a deixar a vice-presidência da Câmara.


Na nota em que informa que aceitou a denúncia, a Justiça Federal menciona que “o acusado Paulo Roberto Costa, como Diretor de Abastecimento da Petrobrás durante 2004 a 2012 e como conselheiro de administração da refinaria desde 2008, era responsável pelos projetos técnicos para construção de refinarias da estatal e pela fiscalização da execução dos aspectos técnicos do projeto”.

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Segundo a denúncia do MPF, Alberto Youssef e Paulo Roberto seriam os líderes do grupo criminoso e, portanto, os principais responsáveis pela lavagem de dinheiro dos recursos desviados. Os demais acusados teriam participação nas variadas etapas da lavagem, como discriminado na denúncia, informa a 13ª Vara Federal de Curitiba.

Prisão


Ao acolher as acusações, juiz Sergio Fernando Moro decidiu manter a prisão de Costa em Curitiba e rejeitar pedido da defesa para que o réu seja transferido para o Rio de Janeiro. O doleiro também vai continuar preso. Segundo o MP, a obra da refinaria de Abreu e Lima foi orçada em R$ 2,5 bilhões, mas custou mais de R$ 20 bilhões. Conforme a investigação, os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento, e de Youssef, dono de empresas de fachada, segundo o órgão.

De acordo com o juiz, interceptações telefônicas confirmam indícios de desvios de recursos públicos. “As provas de autoria em relação aos acusados Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, cuja relação restou comprovada na interceptação telemática e telefônica e pelas buscas e apreensões realizadas na fase da investigação, autoriza, nessa fase, o reconhecimento da presença de provas suficientes de autoria”, decidiu Moro.


Na defesa prévia apresentada à Justiça, os advogados do ex-diretor afirmaram que os pagamentos recebidos das empresas do doleiro, identificados como repasses ou comissões, foram decorrentes de serviços de consultoria prestados. No entanto, de acordo com o juiz, a Polícia Federal e o Ministério Público não encontraram provas de que os serviços foram prestados.

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