Justiça determina que ex-diretor da Petrobras e mais cinco continuem presos
Outros onze detidos devem deixar a carceragem da PF até o final da noite
Brasil|Marc Sousa, da TV Record, em Curitiba

A Justiça decidiu, nesta terça-feira (13), manter presos o ex-diretor da Petrobas Renato Duque e outros cinco executivos de empreiteiras suspeitos de integrarem o esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
As prisões temporárias, cujos prazos de cinco dias expiravam nesta terça, foram convertidas em prisões preventivas. Com isso, todos podem permanecer detidos até o julgamento.
Outros onze detidos devem deixar a carceragem da PF até o final da noite.
Mais cedo, a PF (Polícia Federal) havia pedido ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, a prorrogação da prisão temporária dos detidos.
Além de Duque, devem ficar presos executivos ligados à empreiteira OAS e mais dois dirigentes da UTC.
Ainda nesta terça, o empresário Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, confirmou, em depoimento à PF (Polícia Federal), o pagamento de propina ao doleiro Alberto Youssef. A informação é do advogado da empresa Marcelo Leonardo.
Segundo o advogado, Mendes relatou aos delegados da PF que foi obrigado a pagar propina de R$ 8 milhões ao doleiro Alberto Youssef.
Segundo ele, Youssef exigiu o pagamento da quantia para que a Mendes Júnior recebesse os valores a que tinha direito em contratos de serviços licitamente prestados e para continuar participando das licitações da Petrobras. De acordo com a defesa, foram feitos quatro pagamentos seguidos, de julho a setembro de 2011.
A defesa de Youssef disse que não vai comentar o depoimento. A PF prossegue nesta terça-feira com a tomada de depoimentos dos 24 presos na operação.














