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Justiça mantém ex-ministro de Dilma e Temer na prisão

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro pelo desvio de recursos do FI-FGTS

Brasil|Alexandre Garcia, do R7

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MPF pediu pena de 78 anos a Alves
MPF pediu pena de 78 anos a Alves

A Sexta Turma do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) negou nesta terça-feira (20) o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-ministro do Turismo dos governos Dilma e Temer, Henrique Eduardo Alves (MDB-RN).

Na decisão, os ministros levam em conta a “possibilidade de reiteração delitiva e o risco de dilapidação de patrimônio público”, uma vez que o destino do dinheiro desviado pelo ex-ministro “ainda é desconhecido”.


Acusado de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, Alves teria recebido vantagem indevida para a liberação de recursos do FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Em janeiro, o MPF (Ministério Público Federal) pediu nas alegações finais da Operação Sépsis que Henrique Eduardo Alves fosse condenado a 78 anos de prisão.


A Operação Sépsis, origem do processo no qual o MPF pede a condenação de Alves, foi deflagrada pela PF (Polícia Federal) e pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em julho de 2015.

A ação teve como base a delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto e dos executivos da Carioca Engenharia, que detalharam como o grupo político do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e Alves se valiam da nomeação de diretores no banco estatal para cobrar propina de empresas interessadas em aportes do FI-FGTS.

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