Operação Lava Jato
Brasil Lava Jato de SP pede para investigar caixa 2 em campanha de Alckmin

Lava Jato de SP pede para investigar caixa 2 em campanha de Alckmin

Acusado de receber R$ 10 milhões para campanha, ex-governador perdeu foro privilegiado ao renunciar a cargo para disputar a Presidência em outubro

Alckmin passa a ser investigado pela 1ª instância da Lava Jato

Geraldo Alckmin foi citado por delatores da Lava Jato

Geraldo Alckmin foi citado por delatores da Lava Jato

Marcelo Camargo/Abr

(Erramos: O R7 publicou erroneamente que o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) passou a ser investigado pela 1ª instância da Lava Jato em São Paulo. A informação correta é que a força-tarefa da operação em São Paulo solicitou à Procuradoria-Geral da República as investigações contra Alckmin, que tramitavam no Superior Tribunal de Justiça. Mas, atendendo a pedido da PGR, o STJ decidiu remeter as investigações para a Justiça Eleitoral em SP. As informações foram corrigidas nesta reportagem).

A Força-Tarefa da Lava Jato em São Paulo solicitou à PGR (Procuradoria-Geral da República) "com urgência" o recebimento das investigações contra o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que tramitam no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O tucano perdeu o foro privilegiado junto ao tribunal ao renunciar ao cargo de governador para concorrer nas eleições presidenciais deste ano. 

No pedido feito segunda-feira (9), a Procuradoria da República de São Paulo solicita todos os dados das investigações, "tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade".

"Solicitamos a vossa Excelência digne-se de encaminhar a esta força-tarefa, com a maior brevidade possível, todos os feitos judiciais e extrajudiciais relativos à Operação Lava Jato que envolvam o ex-Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin", afirma o pedido, direcionado ao vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia.

Alckmin é investigado com base nos depoimentos de alguns executivos da empreiteira Odebrecht, que relataram o pagamento de recursos ilícitos que somam mais de R$ 10 milhões para as campanhas do ex-governador. Em outra denúncia, cerca de R$ 2 milhões teriam sido entregues a Adhemar César Ribeiro, cunhado do tucano.

Os pagamentos feitos a Alckmin foram citados nas delações de Benedicto Barbosa da Silva Junior, Carlos Armando Guedes Paschoal e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva. O tucano nega ter recebido qualquer valor irregular em suas campanhas.

Além de Alckmin, os ex-governadores Beto Richa (PSDB-PR), Raimundo Colombo (PSD-SC) e Marconi Perillo (PSDB-GO) completam a lista dos políticos citados na Lava Jato que perdem o foro para disputar cargos eletivos no pleito deste ano.