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Lava Jato: delator diz ter arrecadado R$ 30 mi para caixa 2 de campanha de Cabral e Pezão

Governador e ex-governador negam acusação feita por Paulo Roberto Costa

Brasil|Do R7, com Estadão Conteúdo

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Luiz Fernando Pezão nega envolvimento
Luiz Fernando Pezão nega envolvimento

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse, em delação premiada da operação Lava Jato, ter arrecadado R$ 30 milhões para o caixa dois da campanha de 2010 do ex-governador Sérgio Cabral e de seu vice Luiz Fernando Pezão, segundo informou o site do jornal “O Globo”.

A verba teria sido fornecida pelas empresas OAS, Odebrecht, UTC, Skanska e Alusa. As companhias atuavam em obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).


O ex-governador teria pedido a Costa, na presença de Pezão, que conseguisse dinheiro para a campanha.

Tanto Cabral quanto Pezão negam a denúncia. Pezão afirmou que a acusação é mentirosa.


— É mentira, essa conversa não aconteceu. Eu não ouvi essa conversa. Ele [Paulo Roberto Costa] tem que provar o que diz. Se diz que pagou, tem que dizer onde foi, onde entregou o dinheiro. Se for essa a delação contra mim, me tranquiliza mais ainda. As pessoas dão mais valor a uma delação premiada do que à minha palavra.

Pezão disse que continua sem qualquer informação oficial sobre uma possível investigação que envolva seu nome na Operação Lava Jato.


— Não recebi nenhuma informação. Não vou contratar advogado se não houve nenhuma notificação, nenhuma informação.

Por meio de nota enviada na tarde desta segunda-feira (9), Pezão classificou as declarações como "um completo absurdo".


Após ter o nome citado na Operação Lava Jato, o governador do Rio já havia afirmado, na útlima sexta-feira (6), que desconhece qualquer menção sobre ele nas investigações da Procuradoria Geral da República.

— Eu tenho minha consciência tranquila. Sempre enfrentei com tranquilidade todas as especulações sobre a inclusão do meu nome, e me coloco à disposição do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Ministério Público para prestar esclarecimentos. Para mim, é uma surpresa muito grande estar com meu nome citado e sem saber do que se trata. Se eu soubesse o motivo, eu poderia explicar.

Também por meio de nota, Cabral negou que a suposta reunião com o ex-diretor da Petrobras tenha ocorrido. "É mentirosa a afirmação do delator Paulo Roberto Costa. Essa reunião jamais aconteceu. Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio", afirmou o ex-governador.

Nesta semana, o Ministério Público Federal deve enviar ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) um pedido para iniciar a apuração sobre o envolvimento de Pezão e também de Tião Viana (PT) no esquema de corrupção de investigado na operação Lava Jato. Diferentemente do caso de congressistas, cujo pedido de investigação tem de ser feito ao STF (Supremo Tribunal Federal), o pedido de investigação de governadores é analisado pelo STJ.

Em nota, o ex-governador reforça que a afirmação de Costa não convém com a verdade.

— Nunca solicitei ao delator apoio financeiro à minha reeleição ao governo do Estado do Rio.

Todas as eleições que disputei tiveram suas prestações aprovadas pelas autoridades competentes. Reafirmo o meu repúdio e a minha indignação a essas mentiras.

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