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Levy diz que CPMF é a melhor saída para a crise e que governo não tem Plano B

Segundo senador presente em audiência, ministro teria negado haver alternativas ao imposto

Brasil|Do R7, em Brasília

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Os ministros Levy (Fazenda) e Barbosa (Planejamento) em coletiva no Planalto quando apresentaram o pacote na segunda-feira (14)
Os ministros Levy (Fazenda) e Barbosa (Planejamento) em coletiva no Planalto quando apresentaram o pacote na segunda-feira (14)

Após audiência que durou cinco horas com deputados e senadores da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a CPMF é a medida adequada para este momento do País e a de menor impacto para o setor produtivo. Levy e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, detalharam as medidas de ajuste propostas ao Legislativo e divulgadas à imprensa na segunda-feira (14) em cerimônia no Palácio do Planalto.

Ainda segundo o titular da Fazenda, a CPMF também terá pouco impacto inflacionário e vai proporcionar os recursos necessários para amortecer o aumento do déficit da Previdência. O governo espera obter R$ 32 bilhões com o imposto que teria alíquota de 0,20% e até de 0,38%, o que contemplaria também os estados com a arrecadação.


— Ela se insere dentro de uma estratégia do governo que inclui o corte de alguns ministérios e a preocupação com o futuro da Previdência Social. O corte dos ministérios será anunciado pela presidente Dilma até o final da semana que vem.

Mais cedo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou aos jornalistas que Levy disse aos parlamentares que não há Plano B a ser apresentado, dando a entender que a proposta que inclui a CPMF nas medidas de ajuste é definitiva.


Levy negou que o governo possa diminuir o prazo de vigência de quatro anos para dois anos do imposto, conforme especulado na Câmara. Ele também negou ajustes na proposta que corta recursos do Sistema S e na proposta que congela os salários dos servidores públicos, ambas parte das nove medidas anunciadas para fechar as contas do governo.

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Segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), porém, é natural que as medidas de ajustes passem por mudanças no diálogo do governo no Congresso. Ele explicou que muitas delas dependem do aval do Legislativo e que podem ser alteradas para viabilizar sua aprovação.


Para o senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), o governo sofre porque não tem mais credibilidade. 

— Há uma crise de confiança, acima de tudo. Os ministros não têm como passar a garantia de que o dinheiro da CPMF será mesmo investida na Previdência porque não se confia mais no governo.

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