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Levy: Estados arrecadam mais, mas aumentam gastos e se endividam

O ministro da Fazenda participa de audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara

Brasil|da Agência Brasil

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Joaquim Levy: "[Houve] aumento de receita, [mas] aumento de despesas maior do que de receitas"
Joaquim Levy: "[Houve] aumento de receita, [mas] aumento de despesas maior do que de receitas"

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (1°) que os Estados tiveram aumento de arrecadação, mas aumentaram gastos com pessoal e endividamento nos últimos quatro anos.

Segundo Levy, a situação também é motivo das dificuldades financeiras do Rio Grande do Sul, cujos recursos foram bloqueados em razão do não pagamento da dívida com a União.


Levy participa de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

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De acordo com dados apresentados pelo ministro, entre 2011 e 2014, a arrecadação de receitas próprias pelos estados cresceu 47%. Houve, ainda, contração de novas dívidas.

Enquanto isso, segundo o ministro, o estoque da dívida da União teve crescimento nominal de cerca de 10%, que ele considera próximo da estabilidade.


— Em compensação, os estados começaram a ter uma série de outras dívidas. Houve criação de dívidas da ordem de R$ 100 bilhões [entre 2011 e 2014].

"Há disposição do governo de atingir meta fiscal em 2016", diz Joaquim Levy


Joaquim Levy disse também que, apesar do aumento do investimento no período, a relação entre investimento e Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas do país) dos estados, caiu. Na prática, disse, isso significa que os recursos não contribuíram para o crescimento econômico. De acordo com Levy, isso ocorreu porque boa parte dos valores captados pelos estados foi usada no pagamento de folha de pessoal.

— [Houve] aumento de receita, [mas] aumento de despesas maior do que de receitas. Um maior endividamento e enfraquecimento fiscal. Há estados em que [o fenômeno] foi mais forte e em outros menos.

Ele reconheceu que a União também enfrenta problemas.

— O resultado primário dos estados, assim como da União, vem se deteriorando. Os indicadores fiscais dos estados, apesar do aumento da arrecadação, se deterioraram. A explicação é evidente: os gastos andaram mais rápido do que as receitas.

Segundo Levy, será preciso encontrar caminhos para resolver os problemas em todos os níveis da Federação.

— Essas despesas têm caráter legal, são obrigatórias e deve ser considerado como serão financiadas pela sociedade como um todo”, disse.

Joaquim Levy falou também sobre o atraso de repasses do governo federal aos estados. Segundo o ministro, este ano foi necessário esperar a aprovação do Orçamento no Congresso para início dos repasses da Lei Kandir. No caso do Fundo de Fomento às Exportações (Fex), correspondente a 2014, o ministro disse que já foi enviado projeto de lei à Câmara dos Deputados.

— Os recursos estão lá, guardadinhos. Até dezembro, a gente paga o valor total do Fex.

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