Lewandowski proíbe vaias e aplausos durante defesa de Dilma
Presidente do STF autorizou Polícia Legislativa a retirar quem descumprir determinação
Brasil|Do R7

Antes do começo da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff na sessão do Senado desta segunda-feira (29), o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, anunciou, entre outra regras, que estão proibidas manifestações de quem estiver nas galerias do plenário.
— Todos são muito bem-vindos, mas dizer que esta presidência será extremamente rigorosa no que tange à aplicação do artigo 184 do Regimento Interno da Casa, que diz o seguinte: "É permitido a qualquer pessoa assistir às sessões públicas do lugar que lhe foi reservado desde que se encontre desarmada e se conserve em silêncio, sem dar qualquer sinal de aplauso ou de reprovação a que nela se passar".
Ele acrescentou que estão proibidos cartazes, faixas, aplausos vaias e qualquer outro tipo de manifestação.
— Qualquer cumprimento ao disposto no citado artigo ensejará a suspensão da sessão, ficando desde logo a Polícia Legislativa autorizada a conduzir o responsável ao exterior do plenário sem prejuízo das sansões legais cabíveis.
Dilma chegou por volta das 9h30 de hoje para se defender pessoalmente nesta reta final do processo de impeachment no Senado. Ela fez um discurso durante meia hora, em que falou em injustiças e lembrou de quando foi torturada na ditadura. Em seguida, a presidente afastada começou a responder perguntas de mais de 40 senadores que estavam inscritos.
Logo após a primeira fala dela, senadores e convidados nas galerias aplaudiram, o que fez Lewandowski suspender a sessão por alguns minutos.















