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Líder do PMDB diz que não há condições de votar Marco Civil da Internet sem confronto

Para Eduardo Cunha, ainda “há muito o que conversar” com o governo sobre o projeto

Brasil|Do R7, com Christina Lemos, da TV Record, em Brasília

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O esforço do Planalto para conseguir um acordo com o PMDB que permita aprovar o Marco Civil da Internet ainda não surtiu efeito. O líder peemedebista na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), afirmou, nesta terça-feira (18), que ainda é preciso “conversar muito” para chegar a um consenso que possibilite a votação do texto.

De acordo com Cunha, há muitos pontos que ainda desagradam o PMDB. Segundo ele, mesmo o governo tendo adiado a votação para a próxima quarta-feira (19), para ter mais tempo de articular com a base aliada, haverá confronto no plenário.


— Se é para buscar acordo, consenso, talvez não se consiga votar amanhã. Se for para confrontar, ter uma votação de qualquer natureza, aí pode se fazer amanhã.

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O texto que propõe o Marco Civil da Internet, uma espécie de “Constituição” do espaço cibernético, tramita com regime de urgência e, por isso, tranca a pauta da Câmara desde outubro do ano passado.

O governo vem adiando a votação porque sem o PMDB, maior partido da base aliada, o texto corre o risco de ser rejeitado. Para o líder do partido, o risco faz parte do jogo democrático.


— Já teve votações que o PMDB foi derrotado... Isso não quer dizer nada, podemos ganhar ou perder, é do jogo democrático.

Para o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), não há mais condições de adiar a votação do projeto. Ele afirmou que vai colocar o texto em votação mesmo sem acordo.


— Esta Casa não é para buscar unanimidade, é para no plenário definir a posição dos deputados. Quem tiver voto ganha, quem não tiver perde e respeite a maioria. O que não pode mais é o Marco Civil ficar trancando a pauta desta Casa.

O governo faz, nesta terça, mais uma tentativa de acordo. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, vão se reunir com lideres da base aliada no Ministério da Justiça para negociar a aprovação do texto enviado pelo Planalto.​

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