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Luciana Genro cobra auditoria da dívida e reforma política com Constituinte exclusiva

Candidata a presidente pelo PSOL defendeu ainda uma ampla reforma tributária no País

Brasil|Do R7

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Luciana foi entrevistada no Jornal da Record News na quarta (5)
Luciana foi entrevistada no Jornal da Record News na quarta (5)

Candidata pelo PSOL à Presidência da República nas últimas eleições, a ex-deputada Luciana Genro defendeu uma auditoria na dívida pública brasileira como forma de garantir mais recursos para o investimento em serviços para a população.

— A dívida interna vai crescer este ano, porque o governo subiu a taxa de juros. E aí, numa bola de neve, cada vez mais, o governo tem que fazer economia para pagar juros. O Brasil, na realidade, é superavitário. Mas faz uma economia brutal para pagar esses juros.


Segundo a ex-deputada federal, uma auditoria poderia identificar um conjunto de irregularidades nos pagamentos feitos pelo Brasil e, assim, amortizar parte significativa da dívida.

— Se continuar pagando desse jeito, não tem saída para o Brasil. Não há condições de atender todas as demandas.


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Além disso, Luciana defende uma mudança na estrutura tributária do País, aumentando a cobrança de impostos sobre os bancos, os lucros e sobre os milionários.


— Hoje, quem mais paga imposto é o assalariado. O setor produtivo paga muito mais que o setor financeiro. Existe um conjunto de isenções tributárias que privilegiam os bancos e o setor financeiro de maneira desproporcional.

Reforma política


Luciana também falou sobre a reforma política que está sendo discutida no Congresso. Para ela, a melhor maneira para conduzir a questão seria realizando um plebiscito para a criação de uma Constituinte exclusiva sobre o tema.

— Teríamos parlamentares eleitos, já sem essa influência tão nefasta do poder econômico, com regras mais democráticas e que se elejam essas pessoas em cima de propostas exclusivas para a reforma.

De acordo com ela, a proposta que tramita atualmente na Câmara dos Deputados “não amplia os espaços democráticos”.

— Ela restringe a democracia, inclusive, tentando reeditar a cláusula de barreira, que o STF já considerou inconstitucional. Isso vai afetar partidos pequenos, impedindo que eles cresçam. Uma saída seria fazer com que o tempo de TV seja contabilizado apenas pelo do partido que encabeça a chapa, os demais não contariam. Isso faria com que esses partidos que são legendas de aluguel, que vendem esse tempo, desapareçam. Iriam sobrar só os que têm proposta e ideologia.

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