Lula diz que se aliados quiserem podem romper com PT
Ex-presidente adotou postura mais contundente sobre as "rebeliões" na base aliada
Brasil|Do R7
Com intuito de conter rebeliões da base aliada que possam prejudicar o projeto da reeleição de Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta sexta-feira (1º) a mais contundente declaração aos partidos da coalizão, interpretada como um recado direto ao governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos.
1 Se alguém quiser romper conosco, que rompa.
Lula fez a afirmação numa reunião fechada do Diretório Nacional do PT, em Fortaleza.
— Não queremos romper com ninguém. Queremos fortalecer, só que não podemos impedir as pessoas de fazer o que é de interesse dos partidos políticos. O ideal é que a gente consolide as forças políticas que estão ajudando esse país a mudar.
Leia mais notícias de Brasil no portal R7
Campos estuda a possibilidade de se lançar candidato à Presidência, mas não quer antecipar a decisão para 2013 e já avisou que permanecerá na base ao longo deste ano. O PSB detém dois ministérios no governo Dilma (Integração Nacional e Portos) e não pretende entregar os cargos.
Após a reunião do PT, em rápida conversa com jornalistas, Lula elogiou Campos, de quem disse ser "muito, muito amigo".
— [O governador] tem uma personalidade que pode desejar qualquer coisa que ele queira nesse País.
Mas, em seguida, afirmou ser preciso avaliar "se estrategicamente PT e PSB devem colocar em risco uma aliança que tem dado tão certo nesse País".
O petista, contudo, disse defender a "liberdade incondicional de cada partido de fazer o que bem entenda" e declarou que não impediria qualquer aliado de se candidatar.
— Teimei muitas vezes, perdi muitas vezes até chegar à Presidência da República. Portanto, eu jamais tomaria qualquer atitude para impedir que um companheiro fosse candidato a presidente.
Em Pernambuco, Eduardo Campos criticou o PT por ter antecipado a campanha presidencial. Lula lançou Dilma à reeleição na festa de 33 anos do PT, comemorada no dia 20 de fevereiro. Desde então, o ex-presidente tem enaltecido os partidos que integram a base aliada e reafirmado a tese de que o "êxito" dos governos petistas se deve ao amplo leque de alianças que ele construiu.














