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Mais Médicos, Pronatec, habitação, juros altos, rejeição e má condução da economia: relembre a gestão Dilma

Petista foi eleita com 56% dos votos em 2010 e reeleita com 51,6% em 2014. Veja erros e acertos

Brasil|Do R7

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Dilma Rousseff - 800
Dilma Rousseff - 800 Roberto Stuckert Filho/24.09.2013/PR

Em 1º de janeiro de 2011, Dilma Rousseff tomou posse como a primeira mulher presidente da República com 63 anos e 17 dias de idade; eleita com 56% dos votos válidos na disputa, em segundo turno com o tucano José Serra. Na época, ela tinha como principal promessa de governo continuar os programas sociais dos dois mandatos do presidente Lula e lançar novos programas.

2011


O principal anúncio do ano foi a meta de mais 2 milhões de casa, até 2014, no Programa Minha Casa, Minha Vida. Ela também lançou o programa Rede Cegonha (em março), na área de saúde, e plano Brasil Sem Miséria (em junho), na área de assistência social.

No entanto, o primeiro ano de governo foi marcado por grandes escândalos políticos e sete trocas de ministros, a chamada "faxina". O primeiro foi com o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, que não soube explicar a origem do seu aumento de patrimônio e, após o desgaste, foi substituído pela Gleisi Hoffmann. No Congresso, a presidente Dilma enfrentou a pressão da oposição de quis levar adiante as investigações da CPI do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), o caso envolvia corrupção e desvio de verba.


As investigações da Operação Voucher, pela Polícia Federal, derrubou parte do primeiro escalão do Ministério do Turismo, tornando insustentável a continuidade do titular da pasta, Frederico Costa da Silva. Em 2011, casos de corrupção e escândalos levaram a troca dos ministros do Transportes (Alfredo Nascimento), Cidades (Mario Negromonte), Trabalho (Carlos Lupi), Esporte (Orlando Silva), Agricultura (Wagner Rossi), além da Casa Civil e Turismo.

Em setembro daquele ano, a popularidade de Dilma, segundo a pesquisa CNI/Ibope, estava em 71%. um sinal que o perfil de intolerância à corrupção agradava.


2012

Foi um ano de recuperação para Dilma, que lançou o programa Brasil Carinhoso, voltado para crianças de zero a seis anos de idade. Também foi o ponto mais alto da popularidade da presidente, 78%. Um dos motivos foi o nível de desemprego, um dos mais baixos da história do país. Em 2012, de janeiro a outubro, foram criados 4 milhões de novos postos de trabalho.


Dilma também teve boa atuação nos programas sociais de incentivo ao emprego, O Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego) ofereceu 2,5 milhões de vagas para jovens e trabalhadores em cursos profissionalizantes.

Foi em 2012, que o governo criou o Plano Brasil Medalhas, para incentivar os atletas que iriam disputar as Olímpiadas, em 2016. Entraram no programa 200 atletas olímpicos e paraolímpicos.

Por outro lado, a presidente começou a ter atritos mais frequentes com o Congresso. A resistência da oposição aumentou e para evitar embates, o governo Dilma optou pela edição de medidas provisórias, determinações temporários sem precisar do aval dos parlamentares, foram 45 MPs em 2012. No anterior, em 2011, foram 36.

Dilma também se indispôs com o governo americano ao cancelar uma viagem aos EUA, como retaliação a um caso de espionagem. O mal-estar só foi solucionado em um encontro de Dilma com Obama durante a reunião do G20, em São Petersburgo, Rússia, em setembro de 2013.

2013

A economia brasileira começou a apresentar sinais de rápida desaceleração, as medidas adotadas pelo governo, como desoneração de impostos para alguns setores, se mostraram ineficientes.

O ano foi marcado pelos protestos de junho, a princípio contra as despesas da Copa do Mundo, que ganharam força em todo o país e que se transformaram num grito contra a corrupção. Por pressão popular, foi encaminhado ao Congresso um pacote anticorrupção, mas que não agradou.

Começaram a surgir as primeiras denúncias sobre maquiagem nos dados econômicos. O ministro Guido Mantega é convocado para dar explicações, mas não convence.

O leilão do Campo de Libra, maior reserva de pré-sal do país, teve resultados longe dos alardeados pelo governo, que chegou a falar na participação de mais de 40 empresas.

O tão esperado leilão teve apenas um consórcio participante, que ofereceu o mínimo possível de 41,65% em óleo excedente para a União e confirmou os temores de que o modelo de partilha desenhado pelo governo não seria atraente para as gigantes do petróleo.

2014

Em ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais, o governo Dilma concentrou esforços em montar uma imagem de tranquilidade e estabilidade econômica, porém, a realidade era de aumento no volume de denúncias e casos de corrupção.

O escândalo de corrupção na Petrobras, com provas incontestáveis, abalou a imagem da presidente Dilma. No discurso de 1º de maio, em rede de rádio e TV, a presidente teve que admitir os "atos de corrupção", mas defendeu a importância da estatal.

Em junho, a popularidade de Dilma estava em 31%, segundo a CNI/Ibope. O clima de disputa política e o fracasso da seleção na Copa, a derrota por 7 a 1 contra a equipe alemã, nas quartas de final, foi o pior resultado da história do time, marcaram o segundo semestre da presidente.

Na disputa com Aécio Neves (PSDB), em segundo turno, e forte participação de Lula na campanha, Dilma conseguiu a reeleição. O fim do ano foi de reforma no governo e tentativa de melhoria da imagem.

2015

Dilma inicia o seu segundo mandado com 67 anos de idade eleita com 51,6% dos votos, 4,4 pontos percentuais abaixo do resultado que ela tinha conseguido quatro anos antes, e a missão de enfrentar a nuvem de suspeitas que envolvem seu governo. Em abril, a popularidade dela ficou em 19%.

Com o agravamento da crise econômica e do desemprego, a presidente tomou medidas impopulares, como a redução de direitos trabalhistas e cortes em programas sociais. Ao mesmo tempo que novos casos de corrupção vieram à tona, manchando ainda mais o governo petista.

O governo adotou medidas para reduzir as despesas com a concessão de aposentadorias, auxílios e pensões por morte, o que casou revolta e protesto por parte das centrais sindicais e entidades de aposentados.

Em outubro, os juristas Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, e Miguel Reale Junior, apresentaram o pedido de impeachment da presidente com o apoio da oposição.

No fim do ano, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, e ex-aliado de Dilma, aceita o pedido e o processo de impeachment é aberto.

2016

Foi o ano mais tenso para a presidente, que enfrentou a rejeição de diversos setores produtivos e viu que nenhuma das medidas da equipe econômica estavam surtindo efeitos. O índice de desemprego bateu recordes consecutivos e o processo de impeachment ganhou mais apoio no Congresso.

Grandes manifestações populares pelo impeachment foram realizadas em todas as capitais do país. Até aliados políticos de Dilma passaram a apoiar o impeachment.

Em março, Dilma tentou nomear Lula com poderes de superministro para tentar amenizar a crise e retomar o apoio popular. A nomeação do ex-presidente foi barrada pelo STF e a crise no governo se agravou.

Com o avanço do processo de impeachment, também surgiram denúncias contra Lula e a cúpula do PT. Com cada vez menos aliados, Dilma foi se isolando no governo e não conseguiu reagir a tempo para evitar o afastamento.

Em maio, Dilma é afastada com uma popularidade de 10%. O número de desempregados no país chegou a 11,4 milhões. O vice-presidente Michel Temer assume o governo interinamente e nomeia uma nova equipe ministerial.

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