Manifestantes anti-PT prometem ficar na Paulista e ato de apoio pede reforço de segurança
Movimentos sociais esperam cerca de 150 mil pessoas em protesto na capital paulista
Brasil|Estadão Conteúdo*

O MBL (Movimento Brasil Livre), grupo de oposição à presidente Dilma Rousseff, afirmou que vai continuar na avenida Paulista nesta sexta-feira (18), quando haverá um protesto em favor do PT, às 16h. Os manifestantes estão desde a noite desta quarta-feira (16) em frente à sede da Fiesp em protesto pelo impeachment de Dilma.
Temendo confronto entre os grupos, os organizadores dos atos contrários ao impeachment vão cobrar que o governo do Estado de São Paulo garanta a segurança dos manifestantes no evento de amanhã.
"O próprio governador (Geraldo Alckmin) garantiu pessoalmente que não haveria manifestantes de apoio à presidente (nos atos contrários ao governo) no domingo, 13, então queremos a mesma segurança na sexta-feira", afirmou Douglas Izzo, presidente estadual da CUT-SP (Central Única dos Trabalhadores).
Os manifestantes que estão na Paulista dizem, no entanto, que não vão arredar o pé. "Não vamos sair. A CUT não vai vir porque ela nunca vem. E se vier a Polícia Militar está aí para garantir segurança", afirmou Fred Raw, do MBL.
A advogada Alessandra Dias, que está no protesto da avenida Paulista, disse que apoia a vigília proposta pelo MBL e diz que, se a CUT fizer protesto amanhã, ela volta de camiseta verde e amarela. Questionada, a advogada disse que não teme confronto entre manifestantes: "Por mim, fico na Paulista até a Dilma cair.
Coordenador da Frente Brasil Popular, uma das organizadoras do ato desta sexta-feira na avenida Paulista, Izzo afirma que os movimentos sociais não querem que haja confrontos com pessoas contrárias ao governo Dilma Rousseff.
"Temos uma reunião às 16h desta quinta-feira (17) na Secretaria de Segurança Pública e vamos cobrar que o governo estadual garanta a segurança daqueles que forem na manifestação do dia 18", afirmou. Para isso, de acordo com o sindicalista, é importante que as forças policiais não permitam a presença de manifestantes "do outro lado", como ocorreu no último dia 13.
Izzo estimou entre 120 mil e 200 mil a quantidade de manifestantes aguardados no ato da capital paulista, que contará com discursos políticos a partir das 18h. Procurada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, a SSP afirmou ainda não ter informações sobre como será a atuação da Polícia Militar nesta sexta-feira.

Democracia
Os temas principais dos atos pró-governo, que estão marcados em 43 cidades de todos os 26 Estados e do Distrito Federal, são a defesa da democracia e a crítica ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Questionado, Izzo afirmou que a divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Lula, grampeadas pela Polícia Federal, não altera a organização das manifestações desta sexta-feira. O líder dos movimentos socais considerou normal, porém, que haja protestos contra o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. "O vazamento dessa conversa do ministro Lula e da presidente Dilma, do ponto de vista jurídico, é uma ilegalidade atrás da outra", disse.
"É óbvio que as pessoas que vão discursar sobre a atual situação do País vão falar da atuação do juiz, com quem temos divergências profundas", acrescentou.
Nesta quinta-feira, Izzo afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia confirmado presença no evento da capital paulista, mas que a participação da presidente Dilma não está acertada. Já a assessoria do Instituto Lula não garantiu que ele irá ao ato.
*Colaborou Plínio Aguiar, estagiário do Portal R7
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