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‘Marmiteiros de calçada’ buscam lugar tranquilo para almoçar na rua

Custo alto da refeição na região da Av. Paulista e a falta de espaço para comer dentro da empresa, fazem profissionais comerem 'quentinhas' ao ar livre

Brasil|Márcia Rodrigues, do R7

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Todos os dias, profissionais dividem a calçada com pedestres para comer marmita
Todos os dias, profissionais dividem a calçada com pedestres para comer marmita

Antes alvo de um certo constrangimento e escondidas no fundo da mochila, as marmitas hoje em dia estão cada vez mais presentes nos ônibus, trens e metrôs dentro de bolsas térmicas estilizadas que se harmonizam com trajes sociais, esportivos ou uniformes sem qualquer cerimônia.

Série JR: marmita deixa de ser comida de peão e vira a queridinha dos brasileiros


Quem circula pela rua Bela Cintra, na região da Avenida Paulista, capital de São Paulo, na hora do almoço, certamente já se deparou com os “marmiteiros de calçada”, que equilibram a quentinha para comerem no agitado bairro na companhia dos amigos.

Mauro Vieira almoça quase todos os dias em uma calçada da Rua Bela Cintra
Mauro Vieira almoça quase todos os dias em uma calçada da Rua Bela Cintra

É o caso do consultor financeiro Marco Vieira, 24. Ele conta que começou a almoçar na calçada porque no prédio comercial onde trabalha não tem refeitório.


“A região é muito cara para comer fora. Prefiro trazer a comida de casa, feita pela minha mãe, que é muito saborosa e me permite economizar o vale-refeição. ”

Vieira diz que a empresa comprou um andar para fazer o refeitório, mas ainda está em obras.


Gracyanne Barbosa leva marmita para almoçar em restaurante com a família

“Temos somente meia hora de almoço, só dá tempo para descer, comer e conversar um pouco. Quando o refeitório estiver pronto, devemos ficar lá no prédio mesmo. ”


O consultor conta que enquanto um sanduíche custa, em média, R$ 13, um prato feito pela mãe não ultrapassa R$ 5.

“Além disso, minha mãe gosta de cozinhar e fica feliz por eu trazer marmita.”

Lucas Vidal Zillig come todos os dias opções saudáveis feitas pela mãe
Lucas Vidal Zillig come todos os dias opções saudáveis feitas pela mãe

O consultor fiscal Lucas Vidal Zillig, 25 anos, é companheiro de almoço de Vieira na calçada.

“Faço academia, treino bastante e tento manter uma alimentação saudável. Minha mãe sabe tudo o que eu gosto e prepara pratos bem gostosos e saudáveis todos os dias”, afirma Zillig.

Com as marmitas diárias, Zillig acredita que economia em torno de R$ 400 por mês.

Com o dinheiro do ticket que ele não usa durante a semana, come fora em lugares que considera mais legais, aos fins de semana. “É uma forma de sair um pouco da rotina.”

Bar esquenta marmita para empresário

Anselmo Arari Santos Nascimento, 54, é dono da banca de jornal da Rua Antonio Carlos, na mesma região, e também é adepto à marmita.

“Minha esposa faz a comida e eu esquento no restaurante da esquina. Comer fora para mim é um gasto desnecessário. Com a marmita eu consigo economizar em torno de R$ 300 por mês. ”

Comida de casa traz preferência de sabor e é mais econômica

André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE, afirma que trazer comida de casa é sempre a forma mais barata de se alimentar.

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“Seja no almoço em um restaurante de luxo ou a compra de uma simples marmitex, você estará pagando por um serviço. Afinal, a pessoa que preparou a comida precisa contabilizar o seu trabalho e o tempo para o preparo”, ressalta.

Braz explica que a região influencia bastante no custo da comida. Outro fator que eleva o preço é a prestação de serviços.

“Quando se prepara a comida em casa, é possível produzir vários pratos em pequenas porções, que permitirão almoçar e jantar durante vários dias. Na alimentação de rua não. Além do imposto e do serviço que você paga, terá acesso a apenas aquela porção comprada no almoço ou jantar. ”

Para o economista, com a crise financeira que assola o Brasil permitindo um crescimento pequeno há cinco anos, quem pode abrir mão de comer fora de casa faz isso.

Braz destaca que apps ajudam a pesquisar comida mais barata para economizar
Braz destaca que apps ajudam a pesquisar comida mais barata para economizar

Dicas para economizar comendo fora

Se não tiver jeito de preparar a sua comida e precisar almoçar ou jantar fora todos os dias, Braz diz que a melhor forma de economizar é pesquisando.

“Sempre há bons lugares em volta do trabalho. Alguns, inclusive, vendem marmitex para se comer no refeitório da empresa. Há, ainda, aqueles que fazem convênio com diversas companhias para dar desconto aos funcionários. ”

O economista também destaca a gama de opções ofertadas pelos aplicativos, que permitem fazer a cotação.

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