Médica infectada de Goiás atendeu pacientes após voltar da Itália

A anestesista Leila Cunha, primeiro caso confirmado em Anápolis, trabalhou normalmente um dia após visitar país com maior número de casos na Europa

Médica chegou da Itália e já trabalhou no dia seguinte

Médica chegou da Itália e já trabalhou no dia seguinte

Danny Lawson/Reuters

O primeiro caso registrado de infecção por coronavírus em Anápolis, interior de Goiás, deixou assustados parte dos pacientes do Hospital de Queimaduras da cidade. Isso porque a doente é uma anestesista do estabelecimento, que trabalhou normalmente um dia após ter voltado da Itália, país que já sofria com centenas de mortes em decorrência da covid-19.

Leila de Sá Rodrigues da Cunha, de 62 anos, é diretora e anestesista do Hospital de Queimaduras, um estabelecimento montado por sua família, formada por vários médicos. 

Anestesista Leila Cunha

Anestesista Leila Cunha

Hospital de Queimaduras de Anápolis / Divulgação

A anestesista viajou na semana passada para a Itália com a filha, voltou na quinta-feira (12), trabalhou na sexta-feira (13) e, apesar de não apresentar qualquer dos sintomas típicos da doença, fez o exame no sábado (14). O resultado positivo saiu na segunda-feira (16).

A administração da unidade não soube dizer qual foi o motivo da viagem ao país europeu e negou a informação que chegou a ser divulgada na cidade de que a anestesista teria participado de manifestações a favor do governo Bolsonaro no domingo (15).

Leila está agora em quarentena em sua residência ao lado do marido e da filha. Continua sem sintomas, segundo o hospital.

De acordo com o Hospital de Queimaduras de Anápolis, funcionários da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica do município "estão entrando em contato com todos os pacientes que estiveram no hospital na última  sexta-feira". 

A unidade não quis divulgar quantos pacientes foram atendidos por Leila após o retorno da Itália.