Ministério Público do PR vai investigar irmão do governador Beto Richa
Alvo de reportagem da IstoÉ, Pepe Richa teria recebido R$ 500 de esquema de propina do MTE
Brasil|Do R7
O Ministério Público do Paraná informou que abriu, nesta segunda-feira (27), uma investigação para apurar os fatos publicados pela revista IstoÉ deste fim de semana, sobre um suposto esquema de pagamento de propina, que opera no Ministério do Trabalho e Emprego.
Os envolvidos teriam pagoao secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Pepe Richa, um montante de R$ 500 mil em troca de favores comerciais. Ele é irmão do governador paranaense, Beto Richa.
De acordo com a revista IstoÉ, Pepe Richa e Amaury Escudero, atual representante do escritório do governo do Paraná em Brasília, foram parceiros de um esquema para a abertura de sindicatos pelo País, que supostamente envolve o ex-ministro Carlos Lupi e o atual ministro do Trabalho, Manoel Dias.
De acordo com a reportagem, a empresária do ramo de transportes Ana Cristina Aquino disse que Pepe Richa recebeu R$ 500 mil de propina para facilitar um acordo entre uma das empresas dela – a AG Log – e a montadora Renault, que tem fábrica no Estado.
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O dinheiro seria uma forma de pagamento de propina para a abertura da empresa de Ana Cristina Aquino no Estado – a AGX Log – no Estado. À revista, Pepe Richa disse que as declarações de Ana Aquino são “infundadas, irresponsáveis e caluniosas”.
Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo do Paraná, Pepe Richa diz que as acusações são "inverdades aburdas" e que "a partir deste momento, a questão está com a polícia e a justiça".
Também por meio de nota, Amauri Escudeiro Martins nega qualquer envolvimento no caso e diz que as informalões publicadas pela revista são "falsas e mentirosas" e que procurará seus direitos "de acordo com a legislação em vigor".
Leia as notas oficial emitidas sobre o caso
MP: “A respeito dos fatos veiculados pela imprensa envolvendo suposto pagamento de propina no caso AGX Log/Renault, o Ministério Público do Paraná abriu nesta segunda-feira (27/01) investigação sobre o assunto. A apuração está a cargo da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Curitiba.”
José Richa Filho (Pepe Richa):
"1 - Todas as alusões ao meu nome na matéria da revista Isto É não têm fundamento. São inverdades absurdas.
2 - A própria ideia de que eu poderia ter ingerência nos negócios da Renault é de uma impropriedade que expõe ao ridículo quem a formula.
3 - Ingresso com processos judiciais contra quem apresentou a denúncia e contra quem a publica.
4 - Peço investigação policial para apurar as responsabilidades sobre a denúncia e sobre os interesses que possam orientá-la. Também sobre a possibilidade de uso indevido de meu nome em negociações escusas. Temo que interesses políticos eleitoreiros estejam envolvidos.
5 - A partir deste momento, a questão está com a polícia e com a Justiça.
Curitiba, 25 de janeiro de 2014"
Amauri Escudero Martins:
"- As acusações levantadas pela revista IstoÉ não resistem ao mínimo procedimento do bom jornalismo;
- Nunca fui Secretário de Estado da Fazenda do Paraná;
- Não recebi em Curitiba, para ‘reunião fechada’, nem Ana Aquino e nem ao advogado João Graça;
- São falsas e mentirosas todas as informações publicadas pela revista, transformando-se em calúnia propalada contra minha pessoa;
- Procurarei os direitos que me são assistidos pela legislação em vigor.
Curitiba, 25 de janeiro de 2014"















