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Ministra afirma que medida barrada no Senado não prejudica redução na conta de luz 

Gleisi Hoffmann admitiu, porém, que setores como construção civil perderão benefício

Brasil|Do R7, com Agência Brasil

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Duas Medidas Provisórias (MPs) aprovadas nesta terça-feira (28) pela Câmara dos Deputados e que visam reduzir os custos da energia elétrica, construção civil e comércio varejista foram barradas pelo Senado. Porém, a chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministra Gleisi Hoffmann, disse que o governo garantirá a entrada em vigor das políticas previstas nas MP relacionada à energia, mesmo que ela não seja votada.

— A população não precisa se preocupar. O governo tem os mecanismos para garantir a redução da tarifa até encontrar uma solução legislativa adequada.

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O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) descartou a leitura das medidas sob a justificativa de que o Senado só aceitará MPs que cheguem com pelo menos sete dias de validade — as medidas vencem na próxima segunda-feira (3).

— Houve um compromisso, assumido em plenário no dia 16 de maio, durante a votação da MP dos Portos, de que o Senado precisaria de sete dias. Eu não entendo qual é a dúvida de vocês [jornalistas]: a questão não é política, é matemática.

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A MP 605 permite a transferência de recursos da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) para compensar descontos concedidos a alguns setores e viabilizar a redução da conta de luz aos consumidores e ao setor produtivo.

A MP 601, por sua vez, estende os benefícios da desoneração da folha de pagamento previstos no Plano Brasil Maior aos setores da construção civil, do comércio varejista, de serviços navais e de outros produtos, além de prorrogar o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras), que devolve às empresas parte dos tributos com base no faturamento com exportação.

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No caso das desonerações, Gleisi admitiu que, até ser encontrada outra solução, alguns setores perderão o benefício, que estava em vigor com a medida provisória.

— Faremos um esforço grande para que as desonerações previstas na MP 601 possam ter efeito na sequência. Infelizmente, teremos um período em que elas não terão efeito, tanto para a construção civil, quanto para o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras) e para outros setores que estavam lá sendo beneficiados.

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Redução da conta de luz

No fim de janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff anunciou reduções de 18% nas contas de luz das residências e de 32% para a indústria, agricultura, comércio e serviços.

Na ocasião, a presidente afirmou que o sistema de energia elétrica brasileiro está entre os mais seguros do mundo e que, por contar com fontes variadas de produção de energia — usinas hidrelétricas, termelétricas, nucleares e eólicas —, o Brasil não sofre nenhum risco de “racionamento ou estrangulamento”.

A presidente disse ainda que o governo não para de investir na produção de energia e toma todas as precauções para manter o sistema de elétrico funcionando sem falhas.

— Vamos dobrar em 15 anos nossa capacidade instalada de energia elétrica para 21 mil Megawats. Temos contratada toda a energia que o Brasil precisa para crescer, e bem, neste e nos próximos anos.

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