Ministra condena violência de policiais e manifestantes em protestos contra aumento da passagem
Maria do Rosário disse ter colocado a estrutura da SDH à disposição do governo paulista
Brasil|Da Agência Brasil

A ministra da SDH (Secretaria de Direitos Humanos) da Presidência da República, Maria do Rosário, criticou nesta sexta-feira (14) os excessos cometidos por manifestantes e policiais durante os protestos contra o aumento do preço das passagens de ônibus que ocorrem em várias capitais do País. Os confrontos mais violentos foram registrados na quinta-feira (13), em São Paulo, onde ao menos 5.000 pessoas se uniram à manifestação e 232 terminaram detidas, segundo a polícia.
Em entrevista à Agência Brasil, a ministra pediu que os participantes de novos protestos, caso ocorram, evitem depredações ou atos de violência.
— Não é justificável que manifestações utilizem métodos violentos, mas também não é justificável que manifestantes sejam reprimidos de forma violenta [...] Os manifestantes devem pensar que atitudes violentas não combinam com a democracia, democracia que o Brasil construiu com manifestações e que exige que todos os protestos sejam feitos exclusivamente na perspectiva do Estado Democrático de Direito, sem nenhuma forma de violência e de depredação. Com isso, eu jamais vou querer justificar qualquer atitude violenta por parte da polícia ou do Estado.
OAB: Protestos e passeatas são inerentes à democracia
Para Maria do Rosário, as forças do Estado não podem agir de forma violenta.
— Não combina com o Brasil a violência a manifestantes, nem a profissionais da imprensa que estavam trabalhando.
A ministra se referiu aos jornalistas feridos ou detidos durante os protestos de ontem na capital paulista.
Maria do Rosário disse ter conversado com o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella, e colocado a estrutura da SDH à disposição do governo paulista.
— Desejamos que esses episódios sejam superados. Entrei em contato com o secretário para valorizar a disposição do governo estadual de esclarecer tudo o que ocorreu, inclusive a violência cometida pela polícia. E também para nos colocar à disposição para ajudar naquilo que pudermos.















