Ministra faz alerta para 'candidatura alternativa'
Ideli Salvatti teme enfrentar alguém da base aliada
Brasil|Do R7

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, fez na sexta-feira (07) um alerta ao PT sobre a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff enfrentar um candidato de sua base aliada na eleição de 2014.
O Palácio do Planalto trabalha com a hipótese de que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), dispute a Presidência da República daqui a dois anos.
— Nós não devemos estar desatentos a candidaturas alternativas que já começam a se desenhar, que não são contra a presidente Dilma e ao projeto do PT. Temos de estar bastante atentos à nossa própria base que nos sustenta. Podemos ter surpresas
Presidente nacional do PSB, Campos criticou, no início da semana, propostas de estímulo ao consumo, dizendo serem insuficientes para alavancar o crescimento econômico e indicou que falta rumo estratégico ao País para enfrentar a crise internacional. Desde as eleições municipais, Campos também vem defendendo a descentralização de recursos da União.
Palanque
No encontro do PT, Ideli antecipou a campanha pela reeleição de Dilma ao afirmar que a presidente está no palanque e ao atacar o provável candidato do PSDB a Presidência em 2014, o senador mineiro Aécio Neves.
— Ontem (anteontem) o Aécio ficou bravo, ficou nervoso. Disse que a Dilma já subiu no palanque. Ora, a Dilma não saiu do palanque. A Dilma é a nossa candidata à reeleição em 2014.
A ministra criticou a postura dos tucanos em relação ao plano do governo federal de reduzir as tarifas de energia elétrica.
— Eles fazem uma política pouco inteligente de ser contra uma medida corajosíssima de baixar a tarifa elétrica. O cara (Aécio) parece mais presidente da Cemig do que candidato a presidente do Brasil e acha que a nossa dona Dilma ia ficar quietinha. Aí tomou uma chapuletada ontem e ficou bravo.
Ideli também criticou a exploração do julgamento do mensalão, que tem ex-dirigentes do PT entre os condenados, na disputa eleitoral de 2012.
— Nossa vitória de 2012, como a reeleição do [ex-]presidente Lula em 2006, teve características daquela música do Chico Buarque: apesar de você, amanhã há de ser outro dia. Enfrentamos nessa eleição um dos maiores tiroteios institucionalizados, com transmissão ao vivo, e que chegou a ocupar 18 minutos no Jornal Nacional para nos atingir.















