Ministro da Fazenda afirma que compra de Pasadena era promissora na época do negócio
Mantega disse que acordo facilitaria a entrada da petroleira estatal no mercado americano
Brasil|Da Agência Câmara

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (14) que não fazia parte do Conselho de Administração da Petrobras quando foi decidida a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006, mas que o momento era promissor para fechar o negócio.
Mantega participou hoje de uma audiência com os deputados das comissões de Fiscalização Financeira e Controle, e de Finanças e Tributação da Câmara. Segundo ele, a Petrobras queria uma entrada no mercado norte-americano para pular as barreiras econômicas que os EUA costumam colocar para os estrangeiros.
Respondendo ao líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), Mantega afirmou ainda que a operação foi aprovada por um conselho “qualificado”, do qual faziam parte o então presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Fábio Barbosa, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter e o economista Claudio Haddad. Além disso, segundo ele, havia um parecer favorável do Citibank.
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Mantega esclareceu, porém, que participou do envio de uma mensagem à Casa Civil questionando o prejuízo que poderia ser causado por um das cláusulas do contrato que garantia rentabilidade mínima para a empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras no investimento – a chamada cláusula Marlim. Isso porque o dispositivo não havia sido colocado para o conselho da estatal.















