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Ministro da Justiça ainda defende plebiscito para realização da reforma política

José Eduardo Cardozo afirma, no entanto, que governo já fez sua parte e a decisão é do Congresso

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, continua defendendo que o plebiscito seria a melhor maneira de realizar a reforma política no País. No entanto, ele declarou, nesta quinta-feira (18), que o governo já fez a sua parte ao sugerir a consulta popular e a decisão agora cabe ao Congresso Nacional.

Segundo o ministro, a sugestão de plebiscito foi feita porque o governo considera essencial que a população participe de processo de reforma política.


-- A partir daí essa é uma decisão que fica colocada para o Congresso Nacional. O Congresso Nacional é soberano para decidir se consulta a população, se não consulta e qual é a forma de consulta que deve adotar.

Apesar de continuar defendendo o plebiscito como a melhor solução para mudar as regras eleitorais do País, o ministro da Justiça foi claro a dizer que a decisão não cabe mais ao governo e deu a entender que não há nenhuma negociação em andamento com o Legislativo.


-- O governo fez a sua sugestão. Daqui pra frente a decisão é do Congresso Nacional.

Legislativo prefere referendo


Nesta quarta-feira (17), o grupo de trabalho formado na Câmara dos Deputados para debater as propostas de reforma política fez sua primeira reunião.

Contrariando a sugestão do Planalto, a ideia é que o Congresso elabore sugestões, na forma de um projeto de lei ou de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e, somente depois de aprovado pelos parlamentares, o texto seja colocado para avaliação da sociedade por meio de um referendo.

O coordenador do colegiado, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), descartou ainda qualquer possibilidade de mudanças para as eleições de 2014. 

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