Ministro da Justiça diz no Senado que Rosemary não fazia parte de quadrilha
Segundo José Eduardo Cardozo, ex-chefe de gabinete não participava de todas as ações do bando
Brasil|Do R7, com Agência Senado

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira (5) no Senado que a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha não teve os telefone grampeado nem foi acusada por formação de quadrilha porque não fazia parte do bando.
De acordo com Cardozo, Rosemary não atuava em todos os casos, apenas em alguns deles. Ela foi vista como servidora uma cooptada pela quadrilha, não integrante dela.
O ministro da Justiça enumerou as pessoas, que integram órgãos como TCU (Tribunal de COntas da União), ANA (Agência Nacional de Águas) e Antaq (Agências Nacional de Transportes Aquáticos), indiciadas a partir da operação Porto Seguro, da Polícia Federal.
O ministro afirmou que a nomeação em cargos de confiança é um grande desafio que se coloca na administração pública, pois não há estrutura administrativa que seja impermeável à corrupção.
Ele sublinhou que o governo já adota critérios da Lei da Ficha Limpa para as contratações, "mas é impossível evitar em 100% os riscos".
Já o comandante da AGU (Advocacia-Geral da União), Luís Inácio Lucena Adams, lembrou que grande parte dos servidores envolvidos são de carreira e, pelo critério da Ficha Limpa, todos teriam sido contratados pela administração pública.
O advogado-geral afirmou ainda que a AGU não é “fraca”, como o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou, e que foi inclusive premiada por sua atuação no combate à corrupção.
Além disso, disse que órgão obteve resultados "em favor do país". Entre eles, disse, incluiu o fato de a AGU ter conseguido que o Supremo Tribunal Federal revisse o parecer que "colocava as medidas provisórias em cheque".
Adams afirmou ainda que todos os envolvidos, se comprovada a culpa, serão demitidos da administração pública.















