Crise Penitenciária

Brasil Ministro da Justiça nega situação fora de controle e que massacre de Roraima seja retaliação

Ministro da Justiça nega situação fora de controle e que massacre de Roraima seja retaliação

Alexandre de Moraes disse que mortes foram causadas por acerto de contas interno de presos

  • Brasil | Mariana Londres, do R7, em Brasília

Ministro da Justiça nega situação fora de controle e que massacre de Roraima seja retaliação

Ministro da Justiça nega situação fora de controle e que massacre de Roraima seja retaliação

Adriano Machado/21.07.2016/Reuters

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou nesta sexta-feira (6) que a situação penitenciária do País tenha saído do controle e que o massacre de Boa Vista (RR) seja retaliação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), atacada em Manaus (AM) no início da semana

— A situação não saiu do controle, mas é difícil. Roraima já havia tido problemas semelhantes, como no ano passado com 18 mortes na sequência, salvo engano. Conversei com a governadora de Roraima, não é aparentemente uma retaliação do PCC à Família do Norte. Os 33 presos, segundo dados que me foram passados, eram da mesma facção [PCC]. Segundo as informações iniciais seriam três estupradores separados e os demais eram rivais internos que haviam traído os demais. Na linguagem popular seria um acerto interno, o que não retira a gravidade. 

Moraes disse que irá embarcar ainda hoje para Roraima para ver a situação.

Ele ressaltou que as informações que recebeu sobre a motivação do massacre ainda são preliminares e superficiais e que irá ter informações consolidadas após as reuniões que fará no Estado.

O ministro falou com a imprensa após a apresentação no Plano Nacional de Segurança Pública do governo federal, apresentado por ele nesta sexta-feira (6) no Palácio do Planalto. 

A apresentação do plano, que estava em estudo, foi antecipada em resposta aos massacres ocorridos nos presídios de Manaus, que deixaram 60 mortos. Na madrugada desta sexta (6), um novo massacre aconteceu durante rebelião em Roraima, com 33 mortos.

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