Ministro da Saúde comemora aumento de brasileiros no Mais Médicos
Chioro explicou que vagas serão preenchidas prioritariamente com profissionais do País
Brasil|Do R7

Passada a fase mais conturbada da implantação, o ministério da Saúde comemora a maior procura de brasileiros ao Mais Médicos. O ministro Arthur Chioro participou nesta quinta-feira (5) de um bate-papo, transmitido ao vivo pelo R7, e explicou que os profissionais têm mais facilidades para aderirem ao programa. Segundo balanço da própria pasta, 15.747 médicos brasileiros formados no País se inscreveram para 4.146 vagas, uma procura maior que nos anos anteriores.
“Temos neste momento, uma situação muito diferente daquela da implantação do programa. Hoje, o programa tem credibilidade. De acordo com pesquisa da UFMG, 93% das pessoas que usam, aprovam o programa”, disse Chioro, que chamou a atenção para a possibilidade de o médico receber um crédito de 10% nas provas de residência.
O ministro explicou também a escala para a convocação para o Mais Médicos: a prioridade do programa é para brasileiros formados no Brasil, depois brasileiros formados no exterior e, por último, médicos estrangeiros.
“O último processo de escolha, se ainda houver vagas, é preencher com médicos cubanos. Essa é a regra que veio do Congresso e que tem sido rigorosamente cumprida”, disse Chioro. “A medida mais importante foi enfrentar uma situação muito difícil e criar uma situação estruturante, não fazer efeitos paliativos. O Mais Médicos não tem prazo de validade, tampouco é paliativo. O programa está e vai continuar fazendo a diferença para a população brasileira.”
Leia mais notícias de Brasil no Portal R7
Chioro afirmou também que o programa passará a atender neste ano 63 milhões de pessoas em todo o País, um aumento de 13 milhões de pacientes. Com as novas solicitações, pouco mais de quatro mil municípios, entre os mais de 5,5 mil existentes no Brasil, passarão a ser atendidos pelo Mais Médicos.
O Mais Médicos foi criado em 2013 como parte de uma melhora do atendimento dos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) para regiões onde há escassez de profissionais. Entre as medidas de investimento em infraestrutura, o governo brasileiro convocou médicos para atuar na atenção básica de municípios com maior vulnerabilidade social e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). A iniciativa também já previa a expansão do número de vagas de medicina e de residência médica, além do aprimoramento da formação médica no Brasil.















