Ministro do STF defende coleta de DNA para investigação de crimes
Alexandre de Moraes entende que a coleta de DNA é uma medida importante “para se combater a criminalidade mais grave, organizada”
Brasil|Da Agência Brasil

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes defendeu a coleta de DNA dos cidadãos para identificá-los com a finalidade de aprimorar a investigações de crimes.
A declaração foi feita duramte uma palestra sobre Ciências Forenses, realizada nesta segunda-feira (30) na cidade de São Paulo. A proposta não é consenso entre especialistas.
"Qual o problema de realizar um cadastramento de DNA, que é um exame nada invasivo?", questionou Moraes, que lembra ter proposto ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a coleta junto com a da biometria. "Se você pode e deve constitucionalmente dar sua identificação, que é a digital, hoje mais moderno que isso é o DNA”, avalia.
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Para o ministro, a coleta de DNA é uma medida importante “para se combater a criminalidade mais grave, organizada”. Segundo ele, atualmente 40% dos homicídios de autoria conhecida são cometidos por pessoas ligadas ao tráfico de drogas e de armas.
De acordo com Moraes, o país deve se dedicar à solução dos crimes graves. “O Brasil prende muito, mas prende mal, por isso que estamos já com 700 mil presos. Desde o ladrão de galinha até o crime organizado, tudo é pena privativa de liberdade, mesmo os crimes sem violência ou grave ameaça. Com isso, o combate à criminalidade é difuso, é numérico, é quantitativo e não qualitativo”, avaliou.















