Ministros discutem denúncias de espionagem e ações a serem adotadas
PF abriu investigação para apurar se ligações e transmissões de dados foram monitorados
Brasil|Da Agência Brasil
Os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), José Eduardo Cardozo (Justiça), Celso Amorim (Defesa), Paulo Bernardo (Comunicações) e José Elito (Gabinete de Segurança Institucional) estão reunidos nesta terça-feira (9) para analisar as ações a serem adotadas em relação às denúncias de existência de um esquema de espionagem a cidadãos brasileiros por parte dos Estados Unidos.
A conversa, segundo assessores, vai detalhar as orientações da presidente Dilma Rousseff sobre os aspectos referentes à soberania, à segurança e aos pedidos de punição para os responsáveis, assim como solicitações de esclarecimentos.
A ideia é que a partir de reuniões como esta cada área envolvida nas providências adotadas pelo governo possa atuar em parceria e coordenação.
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Na última segunda-feira (8) em Belo Horizonte, Patriota reiterou sua preocupação com as denúncias. Segundo ele, é fundamental aprofundar as discussões.
O jornal O Globo publicou reportagens informando que teve acesso a dados obtidos pelo ex-agente norte-americano Edward Snowden, que trabalhava em prestadora de serviços para a NSA (Agência Nacional de Segurança) dos Estados Unidos, indicando que cidadãos brasileiros foram monitorados.
As reportagens mostram ainda que havia uma espécie de escritório da NSA em parceria com a Agência de Serviço de Inteligência norte-americana (CIA, na sigla em inglês) em Brasília. O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, negou a veracidade das informações, mas não entrou em detalhes.
Dilma determinou ontem uma série de providências. A Polícia Federal coordena as investigações, que serão conduzidas em parceria com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), para apurar se houve monitoramento pelos norte-americanos de telefonemas e transmissões de dados de empresas e pessoas brasileiras.
Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores deve recorrer à ONU (Organização das Nações Unidas) na tentativa de definição sobre normas claras de comportamento para os países quanto à privacidade das comunicações dos cidadãos e à preservação da soberania dos demais Estados.
Também deve pedir providências à UTI (União Internacional de Telecomunicações), em Genebra, na Suíça, para o aperfeiçoamento de regras multilaterais sobre segurança do setor.















