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Moradores dão nota 8,8 a residências do Minha Casa Minha Vida

Desigualdade de patrimônio imobiliário cai e satisfação com moradia sobe nos últimos anos

Brasil|Do R7

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Pesquisa entrevistou moradores de 7.620 domicílios do programa
Pesquisa entrevistou moradores de 7.620 domicílios do programa

Em uma escala de 0 a 10, beneficiários do Minha Casa Minha Vida atribuíram nota média de 8,8 à sua satisfação com a moradia adquirida por meio do programa federal.

A avaliação é parte de uma pesquisa de campo realizada pelo Ministério das Cidades e o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em uma amostra de 7.620 domicílios financiados pelo programa.


Segundo as análises do Ipea, a desigualdade de patrimônio imobiliário caiu e a satisfação com a moradia aumentou no Brasil nos últimos anos.

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Na pesquisa, os beneficiários do programa disseram comprometer 19,1% de sua renda com a moradia e avaliaram sua própria satisfação com notas médias de 7,9 para o custo das prestações, 8,1 para o entorno de suas residências e 8,6 para seu aumento de bem-estar.

Entre 2002 e 2012, os valores dos serviços de moradia utilizados por quem possui casa própria cresceram 36% na metade inferior da lista de distribuição de renda no País e 31% no segmento intermediário, mas caíram 15% entre os 10% mais ricos.


A valorização relativa da casa própria dos mais pobres fez com que as diferenças das condições de moradia caíssem mais nesse período do que a desigualdade de renda: 16,7% de efeito casa própria contra 10,2% de efeito equidade de renda.

Em paralelo à inclusão imobiliária, o valor médio estimado de uma casa própria com as mesmas características subiu 26,1% acima da inflação entre 2003 e 2012. Em termos regionais, o valor dos imóveis cresceu 5,4% mais no Nordeste do que no Sudeste.


A satisfação dos brasileiros com suas moradias também melhorou. Segundo a pesquisa, 15,1% dos brasileiros diziam habitar moradias ruins em 2003, proporção que caiu para 10,6% em 2009. Em 2013, replicada a mesma pergunta, 6,9% disseram viver em habitações ruins, sendo 9,3% no quarto mais pobre da distribuição de renda e 2,3% no quarto mais rico.

Os resultados mostram ainda que os níveis de felicidade pessoal são maiores entre os que avaliam ter condições de moradia boas (7,0) do que entre os que as consideram apenas satisfatórias (6,7) ou ruins (5,5).

Também são maiores as notas de felicidade de quem reside em imóvel próprio, quitado (6,9) ou ainda sendo pago (6,8), do que as de quem mora em imóvel alugado (6,6) ou cedido (6,3).

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