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Moro aceita denúncia e torna Delcídio e mais 10 réus na Lava Jato

Réus foram denunciados por participação no esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras

Brasil|Alexandre Garcia, do R7

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Delcídio foi apoiador "parcial" na confissão dos crimes
Delcídio foi apoiador "parcial" na confissão dos crimes

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, aceitou nesta quarta-feira (14) a denúncia contra o ex-senador Delcídio do Amaral e mais 10 acusados. Os réus foram denunciados por participação no esquema criminoso de cartel, fraude, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras.

"A Refinaria de Pasadena estaria em péssimas condições de funcionamento, mas ainda assim elas foram ignoradas na aquisição pela Petrobrás, motivados os agentes da Petrobras com os ganhos com vantagens indevidas", escreve Moro.


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Além dos crimes de corrupção ativa e passiva, a denúncia relaciona todos os acusados aos crimes de lavagem de dinheiro pela utilização de contas em nome de off-shores no exterior para ocultação do produto do crime e para movimentação de valores.

Com a decisão, apresentada por Moro pelos "indícios suficientes de autoria e materialidade", os acusados têm o prazo de 10 dias para apresentarem suas defesas.


Além de Delcídio, se tornaram réus na ação Agosthilde Monaco de Carvalho, Alberto Feilhaber, Aurélio Oliveira Telles, Carlos Roberto Martins Barbosa, Cezar de Souza Tavares, Gregório Marin Preciado, Jorge Davies, Luis Carlos Moreira da Silva, Rafael Mauro Comino e Raul Fernando Davies.

Ao acolher a denúncia, Moro afirma que grandes empreiteiras do País teriam formado um cartel para a contratação de grandes obras.


De acordo com o magistrado, elementos probatórios mostram que o caso "transcende a corrupção" de agentes da Petrobras, e se tornou um "esquema criminoso para também corromper agentes políticos e financiar, com recursos provenientes do crime, partidos políticos".

Segundo a denúncia, na Diretoria Internacional da Petrobrás ocupada por Nestor Cerveró, havia a praxe da cobrança de vantagem indevida sobre contratos da área, com divisão entre o diretor e os seus subordinados.

Moro cita ainda que a denúncia foi elaborada com a confissão de alguns envolvidos nos crimes, como Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Agosthilde Mônaco de Carvalho e Fernando Antônio Falcão Soares. Delcídio, por sua vez, é relacionado como apoiador “parcial”.

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