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Moro decide que R$ 16 milhões do caso envolvendo suposto triplex de Lula vão para os cofres da Petrobras

Valor referente a suposta conta da OAS com o PT inclui preço do apartamento e reformas

Brasil|Do R7

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Suposto apartamento de Lula está localizado no 16º andar do edifício Solaris, na praia das Astúrias, no Guarujá (SP)
Suposto apartamento de Lula está localizado no 16º andar do edifício Solaris, na praia das Astúrias, no Guarujá (SP)

O juiz federal Sérgio Moro afirmou nesta terça-feira (18), em resposta aos embargos de declaração da Petrobras, no âmbito da ação em que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão, que os R$ 16 milhões da suposta conta corrente da OAS com o PT, que incluem os R$ 2,25 milhões do triplex no Guarujá e suas respectivas reformas, serão revertidos em favor da estatal.

Após a sentença que apenou, pela primeira vez, um ex-presidente, por crime comum, na história do Brasil, os advogados da petrolífera haviam pedido esclarecimentos a respeito da destinação dos valores.


A defesa da Petrobras, alegando que a estatal foi vítima do esquema de cartel e propinas que operou em algumas de suas principais diretorias por uma década, requereu para seus cofres o valor da sanção pecuniária imposta por Moro aos réus do caso triplex.

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"Pelo exposto na sentença, restou claro que houve acerto de corrupção envolvendo contratos da Petrobras, sendo ela a vítima. Assim, tanto o produto do confisco criminal como o valor mínimo para a reparação dos danos são devidos à Petrobras. Embora a ver do Juízo isso estava implícito na sentença, não há óbice em deixá-lo explícito", anotou o magistrado.

Quando os executivos Léo Pinheiro e Agenor Martins, da OAS, decidiram confessar participação no esquema de corrupção na Petrobras, ambos se referiram a uma espécie de departamento de propinas da empreiteira com o nome de "controladoria" - supostamente chefiado pelo executivo Mateus de Sá Coutinho, absolvido pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4.ª Região) em outra ação.


O ex-presidente da construtora, no entanto, assumiu ser o administrador de uma conta somente destinada às supostas vantagens indevidas ao PT.

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Ambos os executivos da OAS admitiram o pagamento de propinas de 2% a agentes públicos e políticos de contratos das refinarias Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, e Abreu e Lima, em Pernambuco, e que, do total, R$ 16 milhões foram destinados ao PT.

Em decisão na qual condenou Lula e Léo Pinheiro, Moro havia especificado que "é mais apropriado" limitar o valor da vantagem indevida a ser ressarcida aos cofres públicos "ao montante destinado à conta corrente geral de propinas do Grupo OAS com agentes do Partido dos Trabalhadores, ou seja, em dezesseis milhões de reais, a ser corrigido monetariamente e agregado de 0 5% de juros simples ao mês a partir de 10/12/2009".

"Evidentemente, no cálculo da indenização, deverão ser descontados os valores confiscados relativamente ao apartamento" concluiu o magistrado, em sentença.

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