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Morre Otávio Frias Filho, diretor de Redação da Folha de S.Paulo

Jornalista que determinou a linha editorial da Folha lutava contra um tumor no pâncreas e morreu nesta terça-feira, aos 61 anos

Brasil|Juliana Moraes, do R7

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Otávio morreu aos 61 anos
Otávio morreu aos 61 anos

Otávio Frias Filho, diretor de Redação da Folha de S.Paulo, morreu na madrugada desta terça-feira (21), aos 61 anos, em decorrência de um tumor no pâncreas. Ele lutava contra a doença desde o final de 2017 e estava internado no hospital Sírio-Libanês.

O jornalista nasceu em 7 de junho de 1957, na cidade de São Paulo. Em 1975, começou sua carreira na Folha de S.Paulo, propriedade de sua família. Otávio escrevia editoriais e assessorava o editor do jornal, Cláudio Abramo.


Em 1980, se formou em Direito na USP (Universidade de São Paulo). Mais tarde, cursou pós-graduação em Ciências Sociais na mesma universidade.

Nos anos 1980, Otávio assumiu a função de editor do Grupo Folha enquanto seu irmão, Luiz Frias, assumia a presidência da instituição. Octávio Frias de Oliveira, pai deles e proprietário da Folha, continuou a orientar o dia a dia do jornal.


Otávio se tornou diretor de redação da Folha em 1984 — quando substituiu Boris Casoy — e foi o responsável pela introdução de uma linha editorial que permanece até os dias de hoje no jornal.

Ainda em 1984, comandou a implantação do Manual de Redação da Folha, elaborado por Carlos Eduardo Lins da Silva, por Caio Túlio Costa e por ele mesmo. O manual apresenta rígidas regras a respeito da diretrizes editoriais do jornal.


Em nome da Folha, recebeu em 1991 o prêmio Maria Moors Cabot de jornalismo, da Universidade de Columbia (EUA).

Atualmente, escrevia uma coluna mensal no caderno Ilustríssima, da Folha de São Paulo.


O diretor de redação da Folha ainda escreveu seis peças de teatro, três destas publicadas no livro Tutankaton (1991), com ensaios sobre cultura. Quatro peças foram encenadas em São Paulo: Típico Romântico (1992), Rancor (1993), Don Juan (1995) e Sonho de Núpcias (2002).

Em 2003, publicou Queda Livre (Companhia das Letras), livro em que reuniu algumas "investigações participativas". Também escreveu os livros Seleção Natural (Publifolha, 2009) e Cinco Peças e uma Farsa (2013).

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