Mortes de recém-nascidos recuam 75% em 30 anos no Brasil
Taxa de mortalidade infantil cai de 69,1 a cada mil, em 1980, para 16,7 a cada mil em 2010
Brasil|Do R7

A taxa de mortalidade de bebês nascidos vivos diminuiu de 69,1 para cada mil em 1980 para 16,7 para cada mil em 2010, um recuo de 75,8% em 30 anos, segundo as Tábuas de Mortalidade 2010 — Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (2).
A mortalidade infantil representa o número de óbitos de menores de um ano de vida para cada mil nascidos vivos. É a probabilidade de um recém-nascido morrer antes de completar o primeiro ano de vida.
Por regiões, considerando dados de 2010, o Sul lidera o ranking com apenas 10,1 bebês mortos com menos de um ano para cada mil nascidos vivos — 30 anos atrás, esse índice era de 46 mortes para cada mil.
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O segundo lugar pertence ao Sudeste, onde 12,6 crianças recém-nascidas morrem a cada mil nascidas vivas — em 1980, eram 57,7 por mil. Na terceira posição vem o Centro-Oeste, com 17,1 mortes para cada mil nascimentos — a taxa chegou a 47,9 para cada mil há 30 anos.
Ainda segundo os dados de 2010, as piores taxas de mortalidade estão no Nordeste, onde 23 recém-nascidos morrem para cada mil nascimentos — em 1980, a taxa era 97,1 mortes para cada mil nascimentos. O Norte vem em seguida, com 21,2 mortes para cada mil nascimentos — eram 61 mortes para cada mil em 1980.
A menor taxa foi observada no Estado de Santa Catarina, onde ocorrem 9,2 óbitos de crianças com menos de um ano para cada mil nascidos vivos. Esse número é 69,4% menor que a maior taxa, pertencente ao Estado de Alagoas, com 30,2 mortes para cada mil nascimentos.















