Movimento 'Lula Livre' é bancado com dinheiro público, diz revista
Reportagem da Istoé aponta que PT usou quase R$ 1 milhão do Fundo Partidário em 2018 para custos como passagens e alimentação em Curitiba
Brasil|Do R7

O PT banca ações do movimento “Lula Livre” com verba do fundo partidário, segundo reportagem da revista Istoé publicada na quinta-feira (11). Os recursos usados em 2018 chegariam a quase R$ 1 milhão, de acordo com as contas apresentadas pelo partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Segundo a revista, o dinheiro público foi usado na compra de passagens aéreas, diárias de hotéis e alimentação para petistas irem a Curitiba, local onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso.
Também há registro de uso de verbas do Fundo Partidário na locação de veículos, no aluguel de salas para reuniões e no custeio do trabalho de seguranças privados em atos no acampamento erguido próximo à sede da PF de Curitiba – na cidade os manifestantes realizam atos pedindo a soltura de Lula.
Advogados ouvidos pela Istoé sustentam que o partido contrariou a Lei dos Partidos Políticos (Lei Federal nº9.096/95), já que o fundo foi criado para custear atividades relativas ao funcionamento dos partidos e à propaganda política.
A assessoria de imprensa do PT afirmou nesta sexta-feira que a matéria é "mentirosa" e que o fundo foi usado da forma prevista em lei. Ainda segundo a assessoria, as datas citadas pela matéria da Istoé compreendem reuniões de diretório ou da Executiva do partido que aconteceram na capital paranaese.
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Entre os gastos citados pela revista pagos pelo Fundo Partidário está também diária da presidente do partido, Gleisi Hoffmann, à época senadora, no Novotel Jaraguá, em São Paulo. Segundo a Istoé, a estadia foi no mesmo período do ato de resistência à prisão de Lula, nos dias 6 e 7 de abril de 2018. O partido afirma que ela já estava na cidade antes de a Justiça decretar a prisão de Lula.
Veja abaixo a nota divulgada pelo PT:
Diante de mais uma capa mentirosa da revista IstoÉ (11/06), contendo como de
costume falsas acusações, o Partido dos Trabalhadores esclarece a verdade:
1) O recebimento de Fundo Partidário é um direito constitucional dos partidos
políticos, que passam a ter a responsabilidade de utilizá-lo conforme o que
determina a lei.
2) Ao contrário do que afirma a reportagem, as atividades partidárias por ela
citadas, como as despesas com reuniões de órgãos de direção do PT, se
enquadram perfeitamente na Lei dos Partidos Políticos (9.096/95).
3) Todos os documentos expostos na reportagem compõem o processo público
de prestação de contas partidárias do Diretório Nacional do Partido dos
Trabalhadores, apresentadas anualmente ao Tribunal Superior Eleitoral.
Diferentemente do que faz crer a reportagem enganosa e sensacionalista, os
gastos do PT podem ser acessados por qualquer pessoa, e deverão ser
devidamente apreciados pela Justiça Eleitoral.
A assessoria de imprensa do PT não foi procurada pela revista para esclrecer os
fatos antes da publicaçāo. O partido avalia as medidas judiciais cabíveis contra a
revista, reincidente em divulgar falsidades e afirmações caluniosas e
difamatórias.















