MPF denuncia 8 presos antes das Olimpíadas do Rio por ações ligadas ao terrorismo
Essa é a primeira denúncia com base na Lei de Antiterrorismo
Brasil|Do R7
O Ministério Público Federal em Curitiba apresentou denúncia nesta sexta-feira (16) contra oito suspeitos de envolvimento em atos de recrutamento e promoção de organização terrorista, presos desde antes do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Presos desde julho, os suspeitos foram identificados pela Polícia Federal na operação Hashtag, realizada a partir das quebras de sigilo de dados e telefônicos. Os procuradores federais pediram a extensão da prisão preventiva dos denunciados até o fim das investigações policiais.
Os oito irão responder pelos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa, e cinco deles também foram denunciados por incentivo de crianças e adolescentes à prática de atos criminosos, além de um deles também responder por recrutamento para organização terrorista, informou o MPF em comunicado.
"As autoridades rastrearam redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre o grupo pelo aplicativo Telegram, e verificaram intensa comunicação entre os integrantes, conclamando interessados a se organizar para prestar apoio ao Estado Islâmico, inclusive com treinamento já em território brasileiro", disse o MPF em comunicado.
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, reiterou nesta sexta-feira que essa é a primeira denúncia com base na Lei Antiterrorismo e que as investigações foram comprovando que eram pessoas que cometerem atos preparatórios.
— Não era organização terrorista profissional, eram amadores e poderiam colocar em risco a Olimpíada e o País.
Ao anunciar as prisões em julho, o ministro classificou os suspeitos de "absolutamente amadores" e disse que eles não tinham planos ou capacidades específicas de realizarem ataques durante os Jogos, que tiveram início no dia 5 de agosto.
De acordo com mensagens interceptadas, o grupo planejava organizar célula terroristas nas fronteiras do País com Bolívia, Paraguai e Venezuela e estudava a possibilidade de um ataque químico a uma estação de abastecimento de água durante a Olimpíada, segundo fontes com conhecimento das investigações.
Os advogados dos denunciados contestam a prisão e negam ligação com grupos simpatizantes ao terrorismo.















