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MPF pede ao STJ que Carlos Nuzman, ex-COB, volte para prisão

Ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro foi preso em 5 de outubro, mas habeas corpus do STJ o tirou da cadeia 15 dias depois

Brasil|Diego Junqueira, do R7

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Nuzman ficou preso por 15 dias em outubro
Nuzman ficou preso por 15 dias em outubro

O MPF (Ministério Público Federal) pediu nesta sexta-feira (23) ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que anule a prisão domiciliar do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman, e determine sua prisão preventiva. A corte vai julgar o caso na próxima terça-feira (27).

Nuzman foi preso em 5 de outubro do ano passado, durante a operação Unfair Play ("Jogo Sujo", na sigla em inglês), acusado de participar de um esquema que desviou recursos do Estado do Rio de Janeiro para comprar votos de membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) e escolher o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016.


A prisão preventiva de Nuzman foi determinada pela 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e confirmada dias depois pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª região). Mas a Sexta Turma do STJ derrubou a decisão e, 15 dias após ser preso, Nuzman deixou a prisão.

No parecer enviado hoje ao STJ, o subprocurador-geral da República, Rogério Paiva Navarro, defende que a decisão da Sexta Turma é "incabível" porque derrubou uma decisão "provisória" do TRF2.


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Navarro defende a prisão preventiva como "única medida eficaz para evitar que Carlos Nuzman elimine provas e prejudique as investigações". Ele cita também o poder de influência que o dirigente possui sobre o COB.

— É preciso considerar terem sido identificadas práticas insistentes e sistemáticas de corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro do patrimônio ilícito. Portanto, a única forma de interrupção dos crimes diuturnamente praticados pela referida organização é a manutenção da prisão de seus integrantes.


O dirigente esportivo, que comandou o COB por mais de 20 anos, responde por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O advogado de Nuzman, Nélio Machado, classificou o pedido do MPF como uma “violência” a Nuzman e disse não haver motivos para que o dirigente volte à prisão. Veja a nota:

"A prisão de Carlos Arthur Nuzman revelou-se abusiva, desnecessária e ilegal. O Superior Tribunal de Justiça revogou a prisão preventiva em deliberação colegiada e todos os fundamentos daquela decisão unanime permanecem válidos até hoje. Não há qualquer motivo para que uma nova violência seja praticada contra Nuzman, como pretende o Ministério Público com base em ilações e conjecturas sem amparo na realidade."

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