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MPF processa ex-desembargador aliciado por Cachoeira

Júlio César Cardoso de Brito usou cargo no TRT para beneficiar organização criminosa, diz MPF

Brasil|Do R7

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Operação Monte Carlo culminou na CPI do Cachoeira, no Congresso
Operação Monte Carlo culminou na CPI do Cachoeira, no Congresso

O MPF/GO (Ministério Público Federal em Goiás) move ação de improbidade administrativa contra o ex-desembargador Júlio César Cardoso de Brito e contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Segundo o Ministério Público, de 2010 a 2012, o magistrado “tirou vantagens patrimoniais indevidas” em razão do exercício do cargo de juiz membro do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª região.

Outras três pessoas e três empresas do grupo criminoso também fazem parte da ação movida pelo MPF/GO. Segundo o MPF, as benesses envolviam ingressos para camarote em show, garrafas de bebidas caras e empréstimo de automóvel importado de luxo. Os benefícios envolviam ainda viagens internacionais, com passagens e hospedagens, e até o pagamento de dívida decorrente da compra de automóvel.


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Brito só deixou de ganhar uma viagem para os Estados Unidos e um automóvel Mercedez Benz E350 por causa da deflagração da Operação Monte Carlo, que “embora não tenha desmantelado a organização criminosa, causou-lhe duro golpe e suspendeu por vários meses as suas principais atividades”, aponta a ação.

Autor da ação, o procurador da República Helio Telho detalha.


— As vantagens indevidas foram proporcionadas pelo notório bando de criminosos comandado por Carlinhos Cachoeira, que amealhou incalculável fortuna através da exploração do jogo ilícito, lavagem de dinheiro, contrabando, evasão de divisas, quebra de sigilo, corrupção e peculato.

Favores


O MPF detalha que os “favores” prestados pelo ex-desembargador consistiam na remoção de entraves jurídico processuais que contrariavam os interesses da organização criminosa. O ex-desembargador também acompanhava a tramitação de ações judiciais de interesse de empresas pertencentes ao bando de Cachoeira, além de dar orientação e assessoria jurídica aos criminosos.

Um dos diversos casos em que o Ministério Público comprovou a participação do ex-magistrado é o da ação ordinária movida contra a Vitapan Indústria Farmacêutica, de Carlinhos Cachoeira. Júlio César chegou a intermediar encontro entre o juiz do caso e o braço direito de Cachoeira, Gleyb Ferreira, que buscava reverter uma penhora contra a Vitapan no valor de R$ 1,85 milhão.

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