Mulher-bomba ataca delegacia no centro histórico de Istambul
Brasil|Do R7
Por Ayla Jean Yackley
ISTAMBUL (Reuters) - Uma mulher-bomba detonou seus explosivos nesta terça-feira dentro de uma delegacia de polícia no bairro de Sultanahmet, centro histórico de Istambul, matando um policial e ferindo outro.
Não houve reivindicação imediata de responsabilidade, mas a explosão ocorreu menos de uma semana depois que o grupo de extrema-esquerda DHKP-C disse que estava por trás de um ataque com granadas contra a polícia perto do gabinete do primeiro-ministro em Istambul.
A Turquia também enfrenta possível ameaça de militantes islâmicos que atravessam a fronteira da Síria e do Iraque e, apesar de uma trégua em uma insurreição de 30 anos, de rebeldes curdos.
A polícia isolou a rua onde o ataque desta terça-feira aconteceu, em frente à praça do museu Aya Sofya e da Mesquita Azul e perto da Cisterna da Basílica, que estão entre os principais lugares visitados por milhões de turistas em Istambul a cada ano.
"Fomos abalados por uma explosão muito alta. Havia clientes e todo mundo caiu no chão", disse Kaan Koc, que trabalha em frente à delegacia, disse à emissora CNN Turk.
"Um policial saiu da delegacia e disparou para o ar dizendo 'dispersem, há uma terrorista suicida, vão para dentro'. Então ouvimos tiros, mas não tínhamos certeza quem estava atirando."
Janelas foram quebradas e persianas ficaram penduradas no edifício amarelo de três andares que abriga a delegacia para turistas.
A mulher entrou na delegacia dizendo em inglês que ela tinha perdido a bolsa e depois se explodiu, disse o governador de Istambul, Vasip Sahin, a repórteres no local. A nacionalidade e a identidade da mulher eram desconhecidas.
O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que um dos policiais morreu. Não ficou imediatamente claro se a mulher-bomba tinha ligações com qualquer grupo em particular.
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ATAQUES CONTRA A POLÍCIA
O grupo DHKP-C havia alertado sobre futuros atentados após o ataque de quinta-feira passada, em que um homem carregando uma arma automática foi detido próximo ao Palácio Dolmabahce da era otomana.
O grupo também foi responsável por um atentado suicida na embaixada dos Estados Unidos no ano passado, bem como ataques a postos policiais turcos.
A Turquia enfrenta outras ameaças de segurança.
Alguns dos milhares de combatentes estrangeiros que se juntaram às fileiras dos militantes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque entraram nesses territórios via Turquia, aumentando a preocupação de que poderiam voltar e cometer ataques em solo turco.
Também houve confrontos no sudeste predominantemente curdo da Turquia nas últimas semanas entre os membros do partido islâmico curdo e jovens ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão, considerado ilegal, que também fez ataques no passado.
(Reportagem adicional de Humeyra Pamuk e Osman Orsal, em Istambul; de Tulay Karadeniz e Asli Kandemir, em Ancara)















