Mulher de ministro rebate críticas a viagem: “Fui convocada pela equipe de assessores”
Mulher do ministro da Saúde compartilha desabafo sobre polêmica nas redes sociais
Brasil|Do R7

Criticada por participar dos compromissos oficiais ao lado do marido, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante o Carnaval, a educadora Roseli Regis dos Santos usou as redes sociais para publicar um desabafo e esclarecer os motivos da viagem durante o carnaval.
Por meio de um texto compartilhado por familiares e amigos, ela conta sua versão sobre a caravana que visitou três capitais em voos de aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira).
Roseli diz que acompanhou o marido durante a divulgação da campanha de combate à Aids a pedido da equipe de assessores do Ministério e a educadora garante que todos os cuidados foram tomados para que nenhum abuso fosse cometido. No texto, Roseli ironiza a atenção que a imprensa deu ao caso.
— Acompanhei meu esposo na caravana do ministério que empenhou seus dias de “não-folga” a divulgar uma campanha extremamente séria e necessária de combate à Aids (esse, com certeza, um problema que deveria merecer a atenção da mídia!!!). Na verdade, fui convocada para tal tarefa pela experiente equipe de assessores que compõem o ministério e o próprio governo federal: funcionários de carreira, experientes e dedicados ao que fazem, que nos orientam como proceder na difícil empreitada que é viver o mundo surreal da política nessa esfera. Cerquei-me de todos os cuidados para não infringir minimamente as leis de meu país, como, aliás, sempre fizera em minha vida pessoal.
Após licença-relâmpago, Chioro retorna ao cargo de ministro da Saúde
Leia mais notícias de Política e Brasil
O fato de o ministro viajar acompanhado não gerou nenhum custo extra aos cofres públicos, já que os voos da FAB cumpririam a agenda independentemente da ida da educadora. No texto, Roseli afirma que os compromissos foram cansativos e que os eventos renderam pouco proveito pessoal, mas, ainda assim, ela considera que sua presença foi importante.
— Deixei de estar com meu filho mais novo em seu aniversário, no dia 02 de março, para cumprir essa agenda fatigante (pouquíssimas horas de sono e NADA de proveito pessoal! Minto: entre uma obrigação e outra, realizei o desejo de ver, ainda que por alguns instantes, a Ivete Sangalo em seu trio elétrico!) por considerar que meu companheiro e, portanto, o país, precisava de mim nessa jornada. Ao término dela, apesar do imenso cansaço, tive a certeza da importância de minha presença nos eventos que compuseram a agenda, garantindo-lhes a devida conotação, e senti aquela sensação agradável de dever cumprido. Por isso talvez tenha sido ainda mais difícil e doído ver meu nome estampado de forma tão irresponsável na primeira página do jornal.
Após destacar que Chiori não tem nenhum interesse em usar o cargo como “trampolim” para ocupar outros cargos no cenário político, a educadora voltou a ironizar os meios de comunicação que divulgaram a participação dela na agenda do ministro como um ato ilegal e irresponsável.
— Convido aos senhores repórteres que ainda queiram realizar um trabalho jornalístico sério, a marcarmos uma entrevista e estabelecermos um diálogo franco que permita à população brasileira conhecer verdadeiramente quem comanda a pasta da Saúde, bem como a mulher que caminha ao seu lado e compartilha com ele dos mesmos ideais. Ops! Que bobagem! Desculpem-me por ideia tão tola! Esqueci-me que matérias desse tipo não vendem jornal, não é mesmo?!















