Mulheres manifestam na Paulista pela descriminalização do aborto

Sâmia Bomfim, vereadora eleita em São Paulo, é uma das lideranças que convoca o ato

Mulheres manifestam na Paulista pela descriminalização do aborto

Pela descriminalização do aborto, mulheres convocam ato em São Paulo nesta quinta-feira (8), às 18h

Pela descriminalização do aborto, mulheres convocam ato em São Paulo nesta quinta-feira (8), às 18h

Marcos Bizotto/08.03.2016/Estadão Conteúdo

Contra a interferência do Congresso Nacional na decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de descriminalizar o aborto nos três primeiros meses de gestação, mulheres convocam ato para esta quinta-feira (8), com concentração às 18h, no vão livre do Masp, na avenida Paulista.

De acordo com organizadores, está programado que o ato saia do Masp, caminhe pela avenida Paulista até a rua Augusta e termine na praça Roosevelt, na região central de São Paulo.

Dentre as feministas que fazem parte da organização e convocação do ato “Chega de Mortes de Mulheres! Congresso tire a mão do nosso corpo”, está a vereadora eleita da cidade de São Paulo Sâmia Bomfim (PSOL).

Sâmia destaca que o debate sobre o aborto "é sempre urgente e necessário" por tratar-se de um grave problema de saúde pública.

— A cada dois dias uma mulher morre por causa do aborto clandestino. Nesse momento queremos fortalecer esse debate porque o STF, na demanda passada, votou pela descriminalização de um caso específico de abortamento.

A vereadora eleita na cidade de São Paulo ainda ressalta que, agora, diante da atual conjuntura política, é uma boa oportunidade para que feministas levem às pessoas a refletixão sobre o assunto de aborto.

— Nesse momento de polarização da sociedade e retirada de direitos históricos, essa brecha é muito importante para que o movimento de mulheres possa se colocar na ofensiva, para que nós possamos pautar nossos direitos.

A nota de descrição do evento explica que a decisão do STF “pode ser um ponto de apoio importante para a luta pela legalização do aborto no Brasil”, no entanto, temem que o Congresso Nacional derrube essa decisão.

O texto do evento ainda ressalta que “a Primavera Feminista que impediu a votação do projeto 5069 do Cunha, tem que voltar às ruas para impedir que o Congresso Nacional interfira na decisão do STF”.

No evento criado no Facebook, 8,2 mil pessoas foram convidadas; 2,6 mil tem interesse em comparecer; e 1,1 mil confirmaram presença, até o fechamento da reportagem.

*Com colaboração de Kaique Dalapola, estagiário do R7