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Não há espaço para erros dos bancos centrais em meio a "novo medíocre"

Brasil|Do R7

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Por Mitra Taj e Randall Palmer

LIMA (Reuters) - Os bancos centrais têm pouco espaço para erros em um mundo de baixo crescimento no qual economias emergentes excessivamente alavancadas e dependentes de commodities e uma China em desaceleração representam riscos maiores, afirmaram autoridades internacionais em encontro do Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta quinta-feira.


Apesar do afrouxamento monetário de 7 trilhões de dólares de BCs em países industriais desde a crise financeira global, o mundo está preso em um padrão de crescimento chamado de "novo medíocre" disse a chefe do FMI, Christine Lagarde.

A reunião do FMI ocorre num momento em que o Banco do Japão parece prestes a aumentar seu programa de impressão de dinheiro conforme olha para seu quinto ano em recessão.


O Banco Central Europeu (BCE) também deve estender seu programa de impressão --ou quantitative easing (QE)--, ao passo que os dois maiores BCs que estão mais perto de elevar as taxas de juros, o Federal Reserve dos Estados Unidos e o Banco da Inglaterra, estão segurando seu poder de fogo.

"Não é o tipo de economia em que você pode cometer erros", disse o presidente do BC britânico, Mark Carney, durante a reunião.


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TURBULÊNCIA NOS EMERGENTES


Muitos mercados emergentes, outrora economias de maior crescimento no mundo, estão agora em crise. O Brasil está enfrentando uma crise de liderança e está em recessão. A Rússia está envolvida em conflitos na Ucrânia e na Síria e tem sido impactada pelos baixos preços do petróleo.

O crescimento da China está diminuindo o ritmo, embora Lagarde tenha mostrado otimismo quanto a uma desaceleração administrável.

Embora os programas de impressão de dinheiro dos BCs no mundo tenham estancado as perdas no setor financeiro, eles falharam em alcançar seu objetivo de impulsionar o crédito global.

O FMI estima que as empresas de mercados emergentes estão sobrealavancadas em 15 por cento de sua produção, aumentando o risco de crises bancárias e de um colapso repentino no crédito.

O FMI reduziu sua estimativa para o crescimento em economias emergentes pelo quinto ano consecutivo esta semana, citando o colapso do boom de commodities.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez uma chamada nesta quinta-feira para que fundos de pensão e instituições com o caixa cheio invistam em projetos de infraestrutura, embora poucos pareçam dispostos a fazê-lo diante de retornos incertos em um mundo de baixa demanda, com o risco de contágio financeiro.

"Há uma abundância de recursos no mundo", disse Levy durante a reunião do FMI.

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