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"Não há quadrilha no seio da Presidência", diz ministro da Justiça

Cardozo descartou grupo criminoso dentro do Planalto

Brasil|Mariana Londres, do R7, em Brasília

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Nossa leitura é técnica, disse Cardozo
Nossa leitura é técnica, disse Cardozo

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, disse nesta terça-feira (4) na Câmara dos Deputados que não há indícios de que havia uma quadrilha no gabinete da Presidência da República em São Paulo. O político compareceu ao Congresso para prestar esclarecimentos sobre as operações Porto Seguro e Durkheim, da PF (Polícia Federal).

O ministro respondia ao questionamento de um deputado, que perguntou se havia uma quadrilha "no seio da Presidência".

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— Nossa leitura é técnica. O pedido de indiciamento do crime de quadrilha ou bando aconteceu com cinco pessoas, Paulo Rodrigues Vieira, Rubens Carlos Vieira, Marcelo Rodrigues Vieira, Patrícia Santos Maciel de Oliveira e Marcos Antônio Negrão Martorelli. Nenhum deles ocupa cargo na Presidência.

Cardozo explicou que, de acordo com as investigações da Polícia Federal, o núcleo agia de forma permanente e se valia de alguns agentes em vários órgãos.

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— Essa quadrilha se valia de servidores, agindo em vários órgãos e agindo junto a chefe de gabinete da Presidência da República. O ministro da Justiça respondeu ainda sobre uma informação publicada no blog do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), de que Rosemary Noronha, ex-assessora da Presidência em São Paulo, teria transportado, em uma das viagens oficiais ao lado do presidente Lula, uma mala com 25 milhões de euros.

— Não há nenhuma informação sobre isso na investigação da PF, e com a devida vênia, me parece um pouco fantasiosa. Teria de ter um carro-forte para transportar essa quantidade de dinheiro. Por isso não vejo possibilidade, mas se houver, essa informação deve ser encaminhada às autoridades que será investigada.

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Cardozo também foi questionado pelos parlamentares porque Rosemary Noronha não teve seus telefones interceptados na Operação Porto Seguro.

— A interceptação telefônica foi pedida por critério técnico, para pegar algum delito. A interceptação telefônica não existe para devassar a vida das pessoas. Ela é feita com objetivo claro de pegar informações em curso. Não houve autorização para essas gravações. Elas não foram, portanto, descartadas, elas simplesmente não foram feitas.

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