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'Não sou peça fundamental na transição', diz Mandetta

O médico, que foi demitido do comando do Ministério da Saúde, exaltou a capacidade técnica da equipe de servidores que vai continuar na Pasta

Brasil|Ricardo Pedro Cruz, do R7

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Mandetta conversou com a imprensa quando deixava o prédio do Ministério
Mandetta conversou com a imprensa quando deixava o prédio do Ministério

Luiz Henrique Mandetta, demitido do Ministério da Saúde nesta quinta-feira (16), disse que não será "peça fundamental" durante o processo de transição de comando da Pasta. O oncologista Nelson Luiz Sperle Teich, que foi escolhido por Jair Bolsonaro, vai assumir o cargo

O ex-ministro também exaltou a capacidade técnica da equipe de servidores públicos que vão continuar no ministério apesar da saída dele. "O corpo de funcionários do Ministério é muito técnico. Eu vou ajudar se for solicitado", explicou. 


Mandetta ressaltou o respeito que sente pelo presidente Bolsonaro e, ainda, defendeu uma transição gradual das equipes e da metodologia de trabalho que vinha sendo desenvolvido por eles no combate ao novo coronavírus

"Eu tenho respeito por ele, ele tem respeito por mim. Eu acho precoce mudar a maneira como a gente estava tocando. Espero que o estoque de respiradores aumente. Tem algumas coisas que podem ser feitas, melhorar a performance do sistema", completou. 


Demissão

A saída dele, em meio à pandemia do novo coronavírus, foi confirmada na tarde de hoje. O médico oncologista Nelson Teich assumiu a pasta.

A informação foi confirmada inicialmente pelo próprio Mandetta, no Twitter. "Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar", escreveu.

O agora ex-ministro se reuniu durante a tarde com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Os dois já vinham explicitando publicamente nas última semanas divergências na condução da pandemia.

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