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Não suponha que todos aqui sejam salafrários, diz Marco Aurélio a relator

STF retoma julgamento do mensalão com discussão entre juízes

Brasil|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Ministro Marco Aurélio Mello travou discussão com Joaquim Barbosa hoje
Ministro Marco Aurélio Mello travou discussão com Joaquim Barbosa hoje

O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou o julgamento do mensalão nesta quarta-feira (7) com mais uma discussão entre os ministros. Antes de voltarem a discutir a fixação das penas dos réus condenados, o ministro Marco Aurélio, que não participou da discussão sobre a punição de Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério, manifestou sua preocupação em se manifestar na dosimetria depois de todos os ministros.

Marco Aurélio também questionou as penas de Marcos Valério, que somadas passam de 40 anos, e argumentou sobre recursos possíveis no Direito para fixar penas menos exorbitantes. Foi quando o ministro relator do processo, Joaquim Barbosa, interrompeu Marco Aurélio, alegando que a pena era alta porque o réu cometeu muitos crimes. Mas, Marco Aurélio se incomodou com o sorriso do ministro relator do processo e acusou Barbosa de deboche.


— Não sorria não que a coisa é muito séria, ministro... O deboche não calha.

Joaquim Barbosa, no entanto, respondeu à insinuação.


— Eu sorrio quando assim bem deliberar.

Mais uma vez, Marco Aurélio se incomodou com a postura do relator e se mostrou irritado quando Barbosa criticou o entendimento de que as penas deveriam ser menores.


— Eu não admito que Vossa Excelência suponha que todos aqui nesse plenário sejam salafrários.

O relator, que realizou uma cirurgia na coluna na Alemanha na última semana, tentou encerrar a discussão, avisando a Corte que estava pronto para dar continuidade ao processo de fixação de penas.


— Vamos dar prosseguimento ao julgamento, que é isso que a nação espera de nós.

O presidente do STF, ministro Ayres Britto, encerrou de vez o debate ao anunciar que tanto Marco Aurélio como Carmen Lúcia, que também não votou no caso de Ramon Hollerbach, iriam se manifestar na segunda parte da sessão, após o intervalo.

Os dois ministro não estavam presentes na última sessão do STF, no dia 25 de outubro, porque também compõem o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e precisaram se ausentar do Supremo para deliberar sobre questões do segundo turno das eleições municipais.

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