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No Dia do Trabalho, Planalto troca farpas com Congresso; e centrais sindicais se dividem

Dilma, Renan e Cunha alfinetaram-se. CUT e Força divergem sobre terceirização

Brasil|Do R7

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Festa do Dia do Trabalhador
Festa do Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalho foi marcado por uma série de troca de farpas entre as principais autoridades brasileiras. A presidente Dilma Rousseff (PT), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), alfinetaram-se mutuamente ao tratar da terceirização, do desemprego e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Em pronunciamento em vídeo, Dilma afirmou que, na regulamentação da terceirização, é necessário diferenciar as atividades-fim (atividade principal de uma empresa) das atividades-meio (atividade complementar, como limpeza e segurança).


— O meu governo tem o compromisso de manter os direitos e as garantias dos trabalhadores.

Trata-se de uma cutucada em Cunha, que encampou, na Câmara, a aprovação do projeto que amplia para todas as atividades a possibilidade de terceirização.


Já Cunha, presente em evento da Foça Sindical, voltou a defender a terceirização. Ele ainda afirmou que apresentará um projeto para alterar a correção do FGTS na próxima semana. Ele defende um rendimento maior do fundo.

— Todos os novos depósitos feitos no Fundo de Garantia serão corrigidos de maneira igual à poupança.


A medida pode se transformar em mais um motivo de embate entre o Congresso e o governo federal, que atua neste ano para conter gastos e cumprir a meta fiscal.

O ajuste da economia foi tema de pronunciamento de Renan. Em vídeo divulgado neste dia 1º, ele afirma que “ajuste que penaliza o trabalhador é desajuste”. No pronunciamento, o presidente do Senado pressionou o governo a criar uma meta de emprego, que se juntaria à meta fiscal e à meta inflacionária.


— É preciso ter meta fiscal, é preciso ter meta inflacionária, mas devemos definir, com igual rigor, a meta de empregos, ainda mais durante o ajuste e a recessão da economia.

Renan é contra o fim da desoneração da folha de pagamento de parte das empresas, que, segundo ele, pode ampliar o desemprego. No início de março, o peemedebista devolveu ao Palácio do Planalto uma medida provisória que reduzia a desoneração já existente.

Centrais divididas

As principais centrais sindicais também mostraram divergência, neste Dia do Trabalho, em relação ao projeto da terceirização.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, diz que a entidade apoia o projeto e minimiza o racha entre os grupos.

— Temos divergências. Esse é um problema pontual, mas vai passar.

O presidente da CUT diz ter certeza de que grande parte dos sindicatos é contra a lei "até porque a sociedade está contra o projeto".

— Conseguimos convencer que o significado do projeto é rasgar a CLT e acabar com direitos. Acho que a sociedade entende isso.

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