No Estúdio News, especialistas falam sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, que completou 1 ano
Programa vai ao ar neste sábado, às 22h30, na Record News
Brasil|Do R7

O conflito entre Ucrânia e Rússia só terá um fim quando ambas as partes estiverem dispostas a perder, segundo os especialistas convidados do Estúdio News.
Cristina Pecequilo, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo, diz que existe, sim, uma medida artificial de ajuda à Ucrânia por meios de recursos militares e por meio de recursos financeiros que explica o prolongamento do conflito e também a sua não resolução. “É uma guerra entre estados, mas também uma guerra por procuração onde a Ucrânia tem sido usada como pivô para atingir a Rússia e também outros estados, de uma maneira geral, que disputam a liderança com o Ocidente e no sistema internacional, como a China, por exemplo”, diz a doutora em ciência política.
O professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing de Porto Alegre, Roberto Uebel, destaca outro ponto relacionado às sanções econômicas.
“Lá no começo da guerra quando EUA e outros países da Europa começam a aplicar uma política de sanções econômicas e comercias à Rússia, pelo propósito desses países de uma espécie de estrangulamento da economia russa, na prática conseguimos ver a Rússia contornar muitas dessas sanções, em certa medida com o apoio, ainda que talvez indireto, da China e de outros atores internacionais e ela consegue manter um desempenho econômico, digamos assim, que permita sua estrutura política e também a própria continuação da guerra, manutenção das forças armadas e das tropas russas”, observa Uebel.
De acordo com a professora da Unifesp, a Rússia sobrevive as sanções por conta de um rearranjo na divisão do mundo, China, Índia, países do Oriente Médio e também da região africana não estão se contrapondo à Rússia, e ainda há toda a dimensão geopolítica de uma guerra de defesa.
As negociações para o cessar fogo, ou seja, interrupção das hostilidades, da luta armada de fato e negociações de paz para finalização e concretização do conflito, só serão possíveis quando Moscou e Kiev estiverem dispostos a abrir mão de questões territoriais, fronteiriças ou até mesmo geoeconômicas, destaca o professor da ESPM de Porto Alegre.
Independentemente de quem vai ser o negociador, os professores destacam que as mediações precisam ser feitas por partes não envolvidas. O Brasil é um dos países que teria a expertise para essa mediação, por conta da pacificação do Haiti, negociação da paz na Venezuela e transições pacíficas na Argentina.
“O Brasil entraria diplomaticamente, tanto que tivemos uma declaração muito importante do presidente Lula sobre a questão de fornecimento de munições para Ucrânia, de não fornecer munições, mas condenar a invasão, o Brasil está tentando esse meio de campo, agora se vai ser possível chegar a isso de uma maneira gradual, já fica em aberto. Hoje, não sou uma pessoa muito otimista, eu era mais há um ano, completa Pecequilo.
O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h30. A Record News é sintonizada pelos canais de TV fechada 55 Vivo TV, 78 Net, 32 Oi TV, 14 Claro, 19 Sky e 134 GVT, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.















