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Novo ministro da Fazenda promete reequilíbrio fiscal e anuncia equipe de secretários

Joaquim Levy participou da cerimônia de transmissão de cargo nesta segunda-feira (5)

Brasil|Bruno Lima, do R7, em Brasília

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Levy disse que o reequilíbrio fiscal é seu principal objetivo
Levy disse que o reequilíbrio fiscal é seu principal objetivo

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta segunda-feira (5), durante a cerimônia de transmissão de cargo, que tomará as decisões necessárias para retomar o reequilíbrio fiscal do País. Ele substitui Guido Mantega, que viajou para São Paulo e não esteve presente durante o evento. A transmissão do cargo foi feita pelo secretário-executivo do ministério, Paulo Caffarelli.

Em seu primeiro discurso à frente da pasta, Levy agradeceu à presidente Dilma Rousseff e declarou que ajustes fiscais serão feitos em 2015 para que haja prosseguimento nos avanços sociais conquistados nos últimos anos.


— O Brasil, como todos sabemos, mudou muito na última década com o crescimento da classe média, toda uma geração que encontra oportunidades de estudo e de trabalho e as menores taxas históricas de desemprego além de uma estabilidade institucional cada vez maior.

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Levy se lembrou dos ajustes feitos antes do lançamento do Plano Real e deixou claro que o reequilíbrio fiscal é o principal objetivo de sua gestão.

— O reequilíbrio fiscal de 2015 e o cumprimento das metas de 2016 e 2017, como previsto na LDO recém aprovada, serão fundamento de um novo ciclo de crescimento assim como o ajuste nos gastos que antecedeu o Plano Real, o talvez menos falado, mas não menos importante fator de sucesso da estabilidade monetária que perdura até hoje sobre a eficaz vigilância do Banco Central do Brasil.


O ministro criticou o aparelhamento do estado e a escolha política para cargos públicos e prometeu combater a prática dentro da pasta.

— O patrimonialismo, como se sabe, é a pior privatização da coisa pública. Ele se desenvolve em um ambiente onde a burocracia se organiza mais por mecanismo de lealdade do que de especialização ou capacidade técnica.


O ministro afirmou que “possíveis ajustes em alguns tributos serão também considerados” e que 2015 não será um ano fácil para a economia. Apesar da declaração, Levy se mostrou otimista com a economia do País nos próximos anos.

— Estamos, sim, dispostos a implementar as medidas necessárias sem a ingenuidade de soluções fáceis. Vamos trabalhar com afinco na busca dos caminhos que permitam ao Brasil prosseguir na rota do crescimento econômico e principalmente ter a persistência de trilhá-lo depois que o acharmos.

Levy listou os caminhos a serem tomados para a estimular a competitividade da economia, que para ele serão fundamentais para que o Brasil exerça papel importante no cenário mundial, principalmente em momentos de crise.

— A transparência e solidez das contas públicas, a estabilidade regulatória, e o incentivo à concorrência interna e internacional são os ingredientes, que já conhecemos bem, para ampliarmos o número dos que participam em igualdade de oportunidades na economia.

Levy foi anunciado como mandatário da pasta, um mês após a presidente Dilma Rousseff ser reeleita. A escolha do ex-secretário do Tesouro Nacional sinaliza que a presidente deve abrir mão de algumas ingerências na pasta, isso porque Levy tem um perfil mais independente e deve agir com mais autonomia do que Mantega, que deixa a Fazenda após oito anos no cargo.

Ex-secretário do Tesouro Nacional durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Levy tem fama de ser linha dura. Formado em Engenharia Naval, Levy tem doutorado em Economia pela Universidade de Chicago e mestrado, também em Economia, pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Antes de assumir a Fazenda, Levy administrava um dos fundos do banco Bradesco.

Levy aproveitou a oportunidade para anunciar a sua equipe de secretários. Tarcísio Godoy assumirá o cargo de secretário-executivo da pasta; Jorge Rachid será o novo secretário da Receita; o Tesouro Nacional será comandado por Marcelo Santini Barbosa; o secretário de políticas econômicas será Afonso de Melo Franco; na Secretaria de acompanhamento econômico vai ser mantido Pablo Fonseca; como secretário de assunto internacionais será nomeado Luiz Balduíno, do Itamaraty; também será mantida no cargo a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Adriana Queiroz; e Carlos Barreto assumirá novamente a presidência do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

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