O Brasil exige: Thiago Maranhão, devolva o nosso dinheiro!
Apesar de viver em São Paulo, médico ganhava cerca de R$ 7 mil por mês como funcionário do Tribunal de Contas do Maranhão
Brasil|Do R7

Um evento no Facebook está convocando os brasileiros a exigirem de Thiago Maranhão, filho do deputado Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara dos Deputados, a devolução do dinheiro que ele ganhou como funcionário do Tribunal de Contas de seu estado. Médico, Thiago Maranhão Cardoso foi nomeado em 19 de novembro de 2013 como Assessor de Conselheiro Edmar Cutrim, conforme publicado em Diário Oficial Eletrônico do TCE-MA. De acordo com o portal da transparência do TCE-MA, o posto garantia uma remuneração de R$ 7,5 mil, mas, com os descontos, o valor final ficava em R$ 6.529,85.
O problema é que Thiago Maranhão Cardoso estaria atuando como médico em São Paulo e fazendo pós-graduação na mesma cidade, enquanto exercia uma função comissionada de expediente diário em São Luís. Após a denúncia, feita pelo jornal "Folha de S.Paulo", o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) exonerou o rapaz na segunda-feira (9).
O evento no Facebook, batizado de "Grande Manifestação contra Thiago Maranhão" e previsto para o dia 29 de maio, pede que o filho do deputado devolva os quase R$ 200 mil, que ele ganhou de forma irregular. "Se ele recebia R$ 6.529,85 desde novembro de 2013, logo são mais de R$ 208.000. O Brasil quer o dinheiro de volta", diz o texto do manifesto. Por meio da análise de seu currículo acadêmico, é possível constatar que Thiago Maranhão já era funcionário do órgão desde a época em que fazia residência médica na cidade do Rio de Janeiro.
O presidente do TCE-MA, Jorge Pavão, afirmou, por meio de sua assessoria, que a exoneração foi feita a pedido de Edmar Cutrim. O conselheiro para quem Thiago Maranhão trabalhava chegou a dizer que ele aparecia "todo mês" no órgão. O cargo exigia expediente diário.
Tudo indica que ser funcionário fantasma é prática comum na família Maranhão. O pai, Waldir Maranhão, nos dois últimos anos, atua como deputado federal e, paralelamente, como "professor fantasma" da Uema (Universidade Estadual do Maranhão), recebendo salários mensais de cerca de R$ 16 mil, tudo de forma absolutamente irregular. Os pagamentos, realizados entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2015, somaram R$ 368.140,09. Juntos, portanto, pai e filho têm de devolver aos cofres públicos quase R$ 600 mil.
















