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Operação da PF mira grupo de extermínio em Goiás

Cerca de 140 agentes federais cumprem 39 mandados judiciais, sendo três de prisão temporária

Brasil|Do R7

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A PF (Polícia Federal) faz nesta sexta-feira (11) a 2ª fase da Operação Sexto Mandamento, com o objetivo de estourar um grupo de extermínio, incluindo policiais militares do Estado e advogados, que atua no Estado de Goiás. Existe a suspeita que o grupo seja responsável por mais de cem assassinatos.

Ao todo, aproximadamente 140 policiais federais estão nas ruas para cumprir três mandados de prisão temporária, 19 mandados de busca e apreensão e 17 conduções coercitivas contra investigados nas cidades de Goiânia (GO), Alvorada do Norte e Formosa (GO).


A operação de hoje está relacionada com duas mortes e dois desaparecimentos ocorridos em 2010. A investigação aponta para uma relação com o grupo de extermínio.

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Desde 2015, o inquérito da PF tramita na Justiça Federal de Formosa, em Goiás — antes, o caso estava nas mãos do STJ (Supremo Tribunal de Justiça).

O nome da operação da PF é uma referência ao sexto mandamento da Bíblia: “Não matarás”.


1ª fase

Na primeira etapa, em 2011, a PF cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e oito mandados de prisão temporária, alé de mandados de busca e apreensão. Foram 131 policiais federais e 12 oficiais da Polícia Militar de Goiás nas ruas para cumprir o que determinou a Justiça.


A investigação que durou aproximadamente um ano teve por objetivo principal desarticular uma organização criminosa com alto poder de influência e de intimidação composta por policiais militares de Goiás, das mais diversas patentes. Na época, o tenente-coronel Ricardo Rocha foi preso por quatro meses.

Segundo as investigações, a organização criminosa tinha como principal atividade a prática habitual de homicídios com a simulação de que os crimes capitais foram praticados em confrontos com as vítimas. Dentre as vítimas, figuram casos de execução de crianças, adolescentes e mulheres, sem qualquer envolvimento com práticas criminosas.

As investigações demonstraram ainda que outros homicídios foram praticados pela organização criminosa, inclusive durante o horário de serviço e com uso de viaturas da corporação, de maneira clandestina e sem qualquer motivação que legitimasse a ação policial dos investigados. A organização criminosa especializou-se ainda na ocultação de cadáveres.

A partir da primeira fase, a PF e a SSP-GO iniciaram as buscas às pessoas desaparecidas após abordagens policiais e criou um canal de denúncia, por meio do qual a população podia encaminhar informações para auxiliar a atividade policial de busca, bem como outras informações sobre crimes não esclarecidos. As forças policiais prometeram manter as identidades dos denunciantes preservadas.

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